Tribunal Constitucional encerra recursos e acelera condenação de Ricardo Salgado para oito anos de cadeia

O Tribunal Constitucional recusou todas as nulidades apresentadas pela defesa de Ricardo Salgado e determinou o encerramento do ciclo de recursos, abrindo caminho ao cumprimento da pena de oito anos de prisão confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

© LUSA/ANDRE KOSTERS

O Tribunal Constitucional decidiu, em meados de dezembro, pôr fim aos sucessivos recursos apresentados por Ricardo Salgado para travar o trânsito em julgado da condenação a oito anos de prisão por abuso de confiança, num dos processos da Operação Marquês.

Segundo o acórdão, divulgado pela SIC Notícias e confirmado pelo Correio da Manhã, os juízes conselheiros rejeitaram todas as nulidades invocadas pela defesa do antigo presidente do Banco Espírito Santo, considerando que esta adotou uma estratégia processual dilatória, assente em expedientes juridicamente inadmissíveis.

O Tribunal foi claro ao apontar uma “utilização reiterada de meios pós-decisórios manifestamente anómalos”, concluindo que os sucessivos incidentes apresentados tinham como único efeito atrasar o desfecho do processo e bloquear o normal funcionamento da justiça.

Ricardo Salgado tinha sido inicialmente condenado a seis anos de prisão, pena que foi agravada para oito anos pelo Tribunal da Relação de Lisboa e confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça. Todas as tentativas de recurso para o Constitucional acabaram recusadas.

Com esta decisão, o processo segue agora para o Supremo Tribunal de Justiça e, posteriormente, para a primeira instância, onde poderão ser emitidos mandados de condução à prisão. Nessa fase, será avaliado se o estado de saúde do antigo banqueiro — diagnosticado com doença de Alzheimer — permite o cumprimento efetivo da pena.

O encerramento do processo aproxima, assim, Ricardo Salgado do cumprimento da condenação, após anos de recursos que adiaram a decisão final.

Últimas do País

Cerca de 170 estradas continuam hoje cortadas ao trânsito devido ao mau tempo, incluindo seis troços de autoestradas, e Coimbra é o distrito com mais vias interditas à circulação, segundo a GNR.
As autoridades detiveram cinco pessoas e apreenderam armas e 1,5 toneladas de cocaína numa operação policial em Faro, Setúbal, Aveiro e Guarda, desmantelando uma organização criminosa transnacional, foi hoje divulgada.
O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, ativado a 01 de fevereiro, foi hoje desativado tendo em conta o desagravamento dos cenários de risco meteorológico e hidrológico, anunciou a Proteção Civil.
A situação das cheias no rio Tejo evolui de forma lenta mas gradual no Médio Tejo e na zona da Lezíria, mantendo-se o alerta amarelo ativo e várias estradas submersas.
O sul do país tem água armazenada que dá para “dois a três anos”, com todas as barragens “literalmente cheias”, afirmou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), admitindo que se podem bater recordes nacionais nas albufeiras.
Cerca de 4.500 clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuavam às 07:00 de hoje sem energia elétrica, segundo a empresa.
A ASAE instaurou dois processos-crime por venda de telhas acima do valor afixado nos concelhos da Batalha (Leiria) e Coimbra, indicou ontem a autoridade, que tem realizado várias ações de fiscalização nas zonas afetadas pelas tempestadas.
Seis distritos do litoral norte e centro estão atualmente sob aviso amarelo, devido à previsão de agitação marítima, disse esta sexta-feira, 20 de fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Pelo menos 157 escolas estiveram encerradas na sequência das tempestades que atingiram Portugal nas últimas semanas, segundo um inquérito divulgado esta quinta-feira pela Missão Escola Pública em que 81 agrupamentos relatam ter sido afetos pelo mau tempo.
O rebentamento do dique dos Casais, em Coimbra, provocou prejuízos de mais de dois milhões de euros nas instalações de uma empresa centenária de produção de plantas ornamentais, cuja reabertura será difícil este ano.