A Fragilidade da Legislação Portuguesa na Proteção da Parentalidade

Em Portugal, a família constitui o pilar fundamental da sociedade, o alicerce da sustentabilidade demográfica e de soberania nacional. No entanto, a legislação atual sobre parentalidade revela-se frágil e desatualizada, incapaz de responder aos desafios contemporâneos. É imperativo rever esta legislação para reforçar a proteção da família, garantindo que pais e mães possam educar os filhos com amor, dignidade e igualdade de tratamento.

A parentalidade não é mero acidente biológico, mas uma responsabilidade sagrada que transmite valores, tradições e equilíbrios afetivos essenciais para o desenvolvimento humano. Infelizmente, as normas vigentes falham em apoiar adequadamente as famílias. Por exemplo, as licenças parentais são curtas e insuficientes, especialmente para crianças com necessidades especiais ou em contextos de deficiência. Mães e pais veem-se forçados a regressar prematuramente ao trabalho, comprometendo o vínculo afetivo inicial e a saúde emocional dos filhos. Esta lacuna agrava a baixa natalidade, ameaçando a sustentabilidade demográfica do país – um risco direto à nossa soberania, pois uma nação sem crianças é uma nação sem futuro efetivo.

Além disso, a legislação atual não protege eficazmente contra a violência doméstica ou abusos, sem desestruturar a família. É preciso aumentar penas para crimes contra crianças, inverter o ônus de afastamento (retirando o agressor, não a vítima) e promover residências alternadas nas responsabilidades parentais, exceto em casos de violência comprovada.

Famílias numerosas, que contribuem para o rejuvenescimento populacional, merecem incentivos fiscais robustos, descontos em bens essenciais como na saúde, na educação, nos recursos energéticos e na cultura, ou seja, em apoios que valorizem a maternidade e paternidade.

A revisão legislativa deve priorizar a família natural, baseada na união estável entre homem e mulher, como estrutura historicamente insubstituível para a transmissão de vida e património cultural. Sem demonizar outros modelos de convivência, urge recentrar o Estado na promoção da natalidade, com benefícios para o regresso de emigrantes e criação de um ministério dedicado à família. Assim, o poder estatal deve subsidiar apenas o que a família não consegue resolver, respeitando liberdades inalienáveis como a de constituir família e educar filhos.

Proteger as crianças é o cerne desta reforma: criar um provedor dedicado, adaptar sistemas judiciais às suas necessidades, com salas especializadas, apoio psicológico e prevenção de abusos.
Somos e seremos sempre defensores intransigentes da família e das nossas crianças. Uma legislação revista não é capricho ideológico, mas necessidade vital para um Portugal próspero e unido. Com amor, dignidade e igualdade, pais e mães podem “forjar” gerações fortes, garantindo a perenidade da nação. É tempo de agir – pela família e pelo futuro de Portugal.

Artigos do mesmo autor

No dia 15 de outubro de 2017, o Distrito de Coimbra viveu uma das maiores tragédias da sua história recente. As chamas consumiram vidas, lares e empresas, deixando um rasto de dor e desolação que o tempo não apaga das suas memórias. Hoje, oito anos depois, lembramos com profundo pesar todas as vítimas humanas, os […]

A decisão da Associação Académica de Coimbra (AAC) em excluir o Partido CHEGA das reuniões de preparação para as eleições autárquicas de 2025 é, no mínimo, um ato profundamente lamentável. Mais do que uma afronta ao nosso Partido, esta posição revela uma perigosa deriva antidemocrática numa instituição que deveria pautar-se pela pluralidade, pelo debate de […]

A Segurança Social nasceu para ser o pilar fundamental do Estado Social português, no entanto, vive-se uma crise silenciosa nunca outrora vista. Criada para proteger os cidadãos portugueses em momentos de vulnerabilidade, tornou-se, nas últimas décadas, numa estrutura financeiramente pressionada por uma crescente subsidiodependência e pela incapacidade de responder, com dignidade, à totalidade das necessidades da população.

Num sistema democrático maduro, a representatividade no parlamento deve refletir não apenas as diversas opiniões políticas da sociedade, mas também a sua pluralidade profissional existente. No atual contexto do partido político CHEGA, que se apresenta nesta legislatura como a 2.ª Força Política, o processo atual de reforma e crítica do sistema tradicional, a eleição de […]

A corrupção tem sido desde sempre uma preocupação constante na política portuguesa, afetando diversos partidos e figuras de destaque ao longo dos anos. Entre os casos mais notórios estão os que envolvem figuras proeminentes do Partido Socialista e do Partido Social Democrata, como José Sócrates, António Costa e Luís Montenegro.​ José Sócrates e a Operação […]