REN faz balanço: Tempestade derrubou 61 postes de muita alta tensão

A passagem da depressão Kristin, na madrugada do dia 27, deixou inoperacionais 774 quilómetros (7%) de linhas de muita alta tensão e derrubou 61 postes, informou hoje a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade (REN).

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Em comunicado, a REN referiu que várias das 10 linhas afetadas têm importância crítica, nomeadamente na ligação das Zonas Norte e Sul do Sistema Elétrico Nacional (SEN).

Ainda assim, as operações técnicas e medidas de prevenção adotadas nas horas que antecederam a tempestade asseguraram que não houve quaisquer perturbações de abastecimento do SEN atribuíveis às infraestruturas operadas pela REN, referem.

A exceção foram cortes de abastecimento de âmbito local junto à Subestação do Zêzere, que foi parcialmente destruída.

Para além dos 61 postes de muito alta tensão derrubados, a tempestade danificou muitos mais.

O fenómeno meteorológico com maior impacto na infraestrutura da REN registado até hoje tinha ocorrido em 2009, quando foram perdidos 25 apoios, menos de metade dos caídos na noite de dia 28 de janeiro.

A depressão Kristin provocou ainda alguns danos na Rede Nacional de Transporte de Gás, mas sem consequência para a segurança do abastecimento, sendo que os estragos mais evidentes ocorreram nas instalações de superfície do Armazenamento Subterrâneo do Carriço.

A REN afirmou estar empenhada na recuperação de todas as infraestruturas afetadas, em articulação com a E-Redes, Rede Elétrica de Espanha, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e autoridades relevantes, nomeadamente as autoridades governamentais.

No entanto, a reposição total dos postes só deverá acontecer dentro de algumas semanas, de acordo com um plano já traçado que implicou a realocação das equipas disponíveis.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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