“O rio já está a descer, mas ainda continua com um caudal muito elevado. Totalizámos, no final do dia de ontem [quinta-feira], 179 pessoas resgatadas”, disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.
Segundo a mesma fonte, encontram-se no local cinco embarcações para ajudar à mobilidade nas zonas alagadas e cerca de 30 viaturas.
O responsável da Proteção Civil explicou que têm sido feitos cortes preventivos no fornecimento da energia elétrica para acautelar danos maiores em estabelecimentos e habitações, além de garantir a segurança dos agentes que circulam por entre a cheia.
“Os cortes na eletricidade vão acontecendo por causa do nível das aguas e consoante o mesmo, mas, depois, é logo feita a reposição, faseada”, afirmou.
Na quinta-feira, Tiago Bugio alertou para o agravamento da situação em Alcácer do Sal dada a previsão de mais chuva com nova tempestade, esta nomeada Marta, no sábado.
“Há um novo fluxo de precipitação, também muito intenso e acompanhado de ventos fortes”, especificou, acrescentando que este novo fenómeno meteorológico traz “preocupações acrescidas”.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.