Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) adianta que a operação, designada Teia Branca, resulta de uma investigação iniciada em 2023, tendo como alvo uma organização criminosa com bases em todo o território nacional e em Espanha.
Segundo a PJ, esta organização “visava a introdução de quantidades elevadas de cocaína e haxixe, por via marítima e terrestre, as quais eram, posteriormente, distribuídas em toda a Península Ibérica”, lê-se na nota.
No decorrer da operação, desencadeada pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão em articulação com o Corpo Nacional de Polícia (Espanha), foram ainda cumpridos 11 mandatos de busca domiciliária.
As diligências realizadas foram localizadas e apreenderam um acervo de armas automáticas e munições, nomeadamente seis capturas AK 47 ‘kalashnikov’, uma pistola-metralhadora VZ61 ‘skorpion’ e duas pistolas ‘glock’, entre outras, além das respetivas munições.
As autoridades apreenderam ainda sete galeras (semirreboques para camiões) e sete lanchas rápidas suspeitas de terem sido usadas no tráfico de drogas, 22 carros, a maioria de alta gama e cinco motociclos.
Além disso, acrescenta a PJ, foram apreendidos vários artigos de joalharia e relógios de marca de luxo avaliados em vários milhares de euros, uma “avultada quantia” em dinheiro e vários documentos falsos.
Face à complexidade da operação, foi prestada colaboração da Direcção do Sul e do Norte da PJ, da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da PJ, do Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Guarda e de Aveiro, do Comando da GNR de Setúbal, assim como da Autoridade Marítima Nacional.
No âmbito da cooperação policial internacional, foi prestado apoio pela Polícia Nacional de Espanha através do Grupo Greco, pela DEA dos EUA e pelo MAOC-N, leia-se na nota.
Os detidos foram apresentados no primeiro interrogatório judicial, tendo os três deles sido aplicados a medida de coação de prisão preventiva, com os restantes a aguardar a aplicação de medidas de coação.
O inquérito é titulado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).