A reconstrução das casas destruídas pelas tempestades de início do ano continua praticamente parada na região Centro. A confirmação foi dada pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), que admite uma realidade difícil de ignorar: milhares de processos continuam por abrir devido à falta de capacidade técnica.
Segundo Ribau Esteves, o volume de candidaturas (cerca de 18 mil) está longe de ser acompanhado pela resposta administrativa. Até ao momento, apenas cerca de 200 apoios foram pagos, um número considerado “objetivamente baixo” face à dimensão dos estragos.
A maior pressão concentra-se em seis concelhos — Leiria, Pombal, Marinha Grande, Batalha e Sertã — que representam a esmagadora maioria dos pedidos submetidos.
Apesar de garantias de que os pagamentos poderão ser rápidos após validação dos processos, o entrave mantém-se: falta de técnicos e de meios para dar resposta à avalanche de candidaturas.
Do lado dos municípios, fala-se numa tentativa de reforço de meios e numa “entreajuda” entre autarquias, numa corrida contra o tempo para acelerar os apoios.
Recorde-se que as tempestades que atingiram Portugal entre janeiro e fevereiro provocaram dezenas de mortos, centenas de desalojados e prejuízos avultados, deixando milhares de famílias dependentes de um apoio que tarda em chegar.