Líder do PP pede a outros partidos para o deixarem governar

© facebook/NunezFeijoo

O presidente do Partido Popular (PP, direita) de Espanha pediu hoje aos outros partidos do país que o deixem formar governo, apesar de ter vencido as legislativas deste domingo sem maioria absoluta, e que não se crie um “bloqueio”.

Alberto Núñez Feijóo afirmou que como líder do “partido mais votado” vai “abrir o diálogo” de imediato com outros partidos que elegeram deputados e “tentar formar governo”, “de acordo com os resultados eleitorais e a vitória eleitoral” do PP.

O líder do PP, que falava aos militantes que se concentraram hoje em frente da sede do partido em Madrid, insistiu que essa foi “a vontade expressa pelos espanhóis” e pediu que “ninguém tenha a tentação de voltar a bloquear Espanha”.

“A anomalia de não governar o partido mais votado só tem como alternativa o bloqueio”, sublinhou Feijóo, que considerou que esse cenário “não beneficia Espanha” e prejudica “o prestígio internacional” do país, “a quarta economia do euro”.

O presidente do PP pediu “expressamente” ao partido socialista (PSOE, do atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez) para não bloquear a formação de um novo governo e sublinhou que em Espanha sempre governou o líder do partido mais votado.

Feijóo, que foi presidente do Governo Regional da Galiza entre 2009 e 2022 e assumiu a liderança do partido em abril do ano passado, sublinhou hoje que os populares não ganhavam umas eleições legislativas nacionais em Espanha há sete anos.

“Superámos o partido socialista em votos e lugares o parlamento”, afirmou, depois de sublinhar que o PP venceu as eleições deste domingo em 40 dos 52 círculos eleitorais de Espanha.

Congratulando-se com o “exemplo cívico” dos espanhóis que foram hoje votar apesar das “temperaturas insuportáveis” em várias regiões, voltou a comprometer-se com uma mudança na lei que proiba eleições em julho e agosto.

Os conservadores do Partido Popular (PP) venceram as eleições legislativas de hoje em Espanha, mas sem conseguir uma maioria absoluta com o VOX, segundo os resultados provisórios divulgados pelo Governo.

O PP, com 136 deputados, e o VOX, com 33, só conseguiram somar 169 deputados no parlamento, ficando a sete dos 176 necessários para a maioria absoluta.

O PSOE, com 122 deputados, e o Somar, com 31, totalizaram 153 lugares no parlamento e poderão ter mais deputados do que a direita com os aliados da última legislatura.

Últimas de Política Internacional

O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da `gigante` tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.
O Sindicato de Trabalhadores da Imprensa na Venezuela (SNTP) e o Colégio de Jornalistas (CNP), entidade responsável pela atribuição da carteira profissional, denunciaram hoje a detenção de um jornalista que noticiou a existência de um buraco numa avenida.
O Tribunal Constitucional da Polónia ordenou hoje a proibição imediata do Partido Comunista da Polónia (KPP), alegando que os objetivos e atividades do partido, refundado em 2002, violam a Constituição.
A Administração Trump suspendeu todos os pedidos de imigração provenientes de 19 países considerados de alto risco, dias após um tiroteio em Washington que envolveu um cidadão afegão, anunciou o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.
Federica Mogherini, reitora do Colégio da Europa e ex-chefe da diplomacia da União Europeia (UE), foi indiciada pelos crimes de corrupção, fraude, conflito de interesse e violação de segredo profissional, revelou a Procuradoria Europeia.
O Presidente ucraniano apelou hoje para o fim da guerra, em vez de apenas uma cessação temporária das hostilidades, no dia de conversações em Moscovo entre a Rússia e os Estados Unidos sobre a Ucrânia.
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, considerou hoje que a situação na Catalunha só se normalizará totalmente se o líder separatista Carles Puigdemont for amnistiado e regressar à região, tendo reconhecido "a gravidade da crise política" que enfrenta.
A Comissão Europeia confirmou hoje que foram realizadas buscas nas instalações do Serviço de Ação Externa da União Europeia (UE), em Bruxelas, mas rejeitou confirmar se os três detidos são funcionários do executivo comunitário.