PJ alerta para contactos de crianças em grupos whatsapp com conteúdos pornográficos

A Polícia Judiciária alertou hoje para o facto de contactos de crianças e jovens de escolas básicas e secundárias estarem a ser adicionados a grupos de whatsapp onde são partilhados conteúdos pornográficos, pedindo redobrada atenção aos pais.

©D.R.

 

Num comunicado hoje divulgado, a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária (PJ) avisa que se trata de uma prática “emergente e massiva” de factos que constituem a prática de crime de pornografia de menores.

Segundo explica, o “modus operandi” consiste na criação de grupos no serviço de mensagens whatsapp em que são adicionados os contactos de crianças e jovens de escolas de diversas zonas do país.

O único propósito, sublinha, é “sujeitar os menores à visualização de pornografia de adultos, de imagens e vídeos de abusos e exploração sexual de crianças, ou que retratam práticas sexuais entre adultos e crianças”.

Após aderirem a estes grupos, as crianças e jovens são incentivadas a adicionar os seus contactos, alegadamente com o objetivo de superar o desafio de agrupar o maior número de elementos possível.

Para prevenir os efeitos nefastos desta realidade, a PJ pede aos pais e encarregados de educação que estejam atentos à utilização do whatsapp pelos filhos, designadamente com idade inferior a 16 anos (idade mínima para utilizar a aplicação na União Europeia), avisando-os para recusarem convites de contactos desconhecidos.

Aconselha também que bloqueiem os convites vindos de desconhecidos, nas definições da aplicação do whatsapp.

Caso detetem que os seus filhos integram ou integraram grupos desta natureza, a PJ sugere que sejam feitas capturas de ecrã das conversas dentro do grupo, que mostrem os contactos dos respetivos administradores e os conteúdos partilhados e denunciem o caso às autoridades.

Apela ainda aos professores e diretores dos agrupamentos escolares que informem os pais e encarregados de educação sempre que detetem situações desta natureza e reportem os casos às autoridades.

Últimas do País

O movimento Missão Escola Pública (MEP) rejeitou hoje “a diminuição das exigências de qualificação” para ensinar no 1.º ciclo, reagindo a uma proposta apresentada há dois dias pelo Ministério da Educação aos sindicatos de professores.
Um homem de 62 anos atacou outro com uma faca, atingindo-o no peito e tentando desferir novos golpes. A intervenção de pessoas que estavam no local impediu a continuação da agressão. O suspeito foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva.
O casal acusado de ter roubado, sequestrado e matado um homem de 80 anos em Aljustrel começa a ser julgado na terça-feira, segundo fontes judiciais.
Uma chamada de atenção pelo barulho na rua terminou numa agressão violenta em Miragaia, no Porto. Um morador foi atacado a murro, pontapé e com uma arma branca, ficando em perigo de vida. A Polícia Judiciária deteve três jovens, com idades entre os 17 e os 18 anos.
As listas de espera para operações continuam a aumentar no Serviço Nacional de Saúde. Em julho, mais de 284 mil pessoas aguardavam uma intervenção cirúrgica e cerca de uma em cada três já tinha ultrapassado o tempo recomendado. Médicos alertam para o sofrimento dos doentes e administradores hospitalares apontam falhas na gestão e na orientação do Governo.
A greve de hoje dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica da ULS Amadora-Sintra registou uma adesão elevada, atingindo os 80% e os 100% em vários serviços, segundo o presidente do sindicato do setor.
A Escola Básica de Ribeirão, em Vila Nova de Famalicão, está encerrada hoje e sexta-feira, na sequência de uma praga de pulgas, anunciou a diretora do agrupamento.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) registou mais de 6.700 casos suspeitos de acidente vascular cerebral (AVC) este ano, uma média de 26 situações por dia, números que têm vindo a aumentar desde 2024.
Profissionais das duas forças de segurança saem à rua na capital para reivindicar melhorias salariais e contestar as condições remuneratórias.
Portugal regista, em média, uma tentativa de homicídio com arma de fogo a cada 48 horas, de acordo com dados noticiados pelo Jornal de Notícias.