Famílias da zona euro poupam mais mas investem menos no 2º. trimestre

A taxa de poupança das famílias na zona euro subiu para 15,7% no segundo trimestre, mas a de investimento recuou para 9,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.

© D.R

A taxa de poupança acelerou, entre abril e maio, para os 15,7% quer face ao trimestre homólogo (14%), quer comparando com o anterior (15,2%), o que o gabinete estatístico europeu justifica pelo aumento do rendimento bruto das famílias (0,8%) a um ritmo maior do que o do consumo (0,2%).

No que respeita à taxa de investimento das famílias verificou-se um recuo no segundo trimestre para os 9,2%, que se compara com os 9,8% homólogos e os 9,3% registados entre janeiro e março, com a formação bruta de capital fixo a diminuir 0,6%, enquanto o rendimento disponível bruto aumentou 0,8%.

No que se refere às empresas na zona euro, a margem de lucro abrandou, no segundo trimestre, para 38,8%, que se compara com a de 40,9% do trimestre homólogo e a de 39,1% do primeiro trimestre do ano.

Tal como nas famílias, a taxa de investimento das empresas desacelerou, no segundo trimestre, para os 21,3%, face aos 22,6% do período homólogo e aos 22,3 do anterior.

Últimas de Economia

Metade dos consumidores portugueses apontou o aumento do custo de vida como principal motivo para dívidas, segundo um estudo da Intrum, que apontou ainda o uso do cartão de crédito nos últimos seis meses para pagar contas ou despesas.
A associação de consumidores Deco defende que as famílias adotem uma abordagem de gestão financeira mais estratégica e, assim, estarem melhor preparadas para enfrentar períodos de incerteza económica como o que se vive.
Os juros da dívida portuguesa subiam esta sexta-feira, 13 de março, a cinco e a 10 anos em relação a quinta-feira para máximos desde julho de 2024 e novembro de 2023, respetivamente.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a subir 10,3 cêntimos, segundo a ANAREC.
O número de edifícios licenciados diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, ao totalizar 5,8 mil edifícios, um agravamento da redução registada no terceiro trimestre (-2,6%), anunciou hoje o INE.
As exportações de bens recuaram 14,1% em janeiro, enquanto as importações caíram 2,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dados da DECO PROteste revelam que os consumidores estão agora a pagar mais de 254 euros por um conjunto de bens essenciais: um aumento superior a 35% desde 2022.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques aos petroleiros no Estreito de Ormuz.
A administradora do Banco de Portugal Francisca Guedes de Oliveira defendeu hoje que o sistema bancário deve estar preparado para amparar choques e acompanhar a retoma da economia.