Montenegro “perdeu toda a integridade e legitimidade para governar”

O líder do CHEGA, André Ventura, voltou hoje a defender que o primeiro-ministro deve demitir-se do cargo, considerando que "perdeu toda a integridade e legitimidade para governar", e questionou se Luís Montenegro está "agarrado ao lugar".

© Folha Nacional

Qual a necessidade de estarmos a prolongar isto? Será que o primeiro-ministro ficou tão agarrado ao lugar que não percebeu que perdeu toda a integridade e legitimidade para governar?”, escreveu o presidente do CHEGA numa publicação na rede social X.

André Ventura questiona também se o primeiro-ministro “prefere atirar o país para o abismo”.

O líder do CHEGA acompanha esta publicação com uma referência a uma notícia de hoje do Diário de Notícias, na qual o constitucionalista Jorge Reis Novais defende que o Ministério Público “deve colocar uma ação para destituição de Montenegro”.

No sábado à noite, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu avançar com uma moção de confiança ao Governo se os partidos da oposição não esclarecessem se consideram que o executivo “dispõe de condições para continuar a executar” o seu programa, após ter sido noticiado que a Spinumviva, empresa detida pela sua mulher e filhos, recebe uma avença mensal de 4.500 euros do grupo Solverde.

Pouco depois, o PCP anunciou a apresentação de uma moção de censura ao Governo, defendendo que “não está em condições de responder aos problemas” de Portugal e “não merece confiança”, mas sim censura.

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, já disse que não iria viabilizar a moção de censura do PCP, considerando que os comunistas tinham “mordido o isco lançado pelo Governo”, mas afirmou que, se o Governo apresentar uma moção de confiança, o PS a chumbaria, frisando que não tem confiança no executivo de Luís Montenegro.

Nessa noite, André Ventura anunciou que o partido votará contra uma eventual moção de confiança apresentada pelo Governo e o vice-presidente Pedro Frazão disse na CNN Portugal que o partido votará a favor da moção de censura.

Já no domingo, o Livre pediu uma audiência ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, por considerar que está em causa o regular funcionamento das instituições, com um “Governo que não está nem morto, nem vivo”.

O CHEGA apresentou uma moção de censura depois de ter sido noticiada a existência da empresa Spinumviva, que foi debatida e rejeitada pelo parlamento em 21 de fevereiro.

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