TAP: “Era para nós claro que não nos podíamos arrastar no Governo”

© Folha Nacional

O ex-ministro Pedro Nuno Santos explicou hoje que a sua demissão “não foi pedida por ninguém”, mas que era claro para a sua equipa que não se podia “arrastar no Governo” quando rebentou a polémica da indemnização de Alexandra Reis.

Na intervenção inicial na comissão parlamentar de inquérito à TAP, o antigo ministro das Infraestruturas e da Habitação recordou que a sua demissão “foi apresentada quatro dias depois de a noticia rebentar”, referindo-se à polémica criada em torno da indemnização de 500 mil euros à antiga administradora da TAP Alexandra Reis.

“Estávamos na época natalícia, aquilo ganhou uma centralidade enorme e era para nós claro e para a minha equipa que não nos podíamos arrastar no Governo, por nos próprios e pelo Governo”, referiu, assumindo que foi uma decisão “muito difícil para quem faz politica há muitos anos e para quem estava no Governo há muitos anos”.

A demissão, que Pedro Nuno Santos garantiu que “não foi pedida por ninguém”, era essencial para que a sua equipa e o próprio Governo se livrassem “daquilo em que se estava a transformar” aquele processo.

O antigo ministro recordou que houve na prática dois comunicados sobre a sua demissão.

“Há verdades – e eu sei disso – há verdades que são mais inverosímeis que a mentira, mas eu não vou passar a mentir só porque a mentira parece mais credível que a verdade, as coisas são como são”, disse, referindo-se a um segundo comunicado em que assumiu que tinha sido informado do valor da indemnização por mensagem e que tinha dado anuência.

Pedro Nuno Santos sublinhou que, “nas semanas seguintes” à sua demissão, houve “um momento de descompressão e de luto pela decisão” tomada, aproximando-se depois a necessidade de dar um testemunho a Inspeção Geral de Finanças e de “tentar perceber exatamente como tinha acontecido” todo aquele dossiê.

Últimas do País

O Algarve tem hoje concelhos em perigo máximo e muito elevado de incêndio, enquanto o nordeste transmontano e Alentejo estão com risco elevado num dia em que são esperadas temperaturas que podem chegar aos 37 ou 38 graus.
A Comissão Nacional para os Direitos das Crianças e Jovens (CNDCJ) registou pela primeira vez no ano passado 54 casos de casamentos forçados, mantendo-se a violência doméstica como o principal motivo para aplicar medidas de proteção.
O projeto de resolução entregue na Assembleia da República pede pressão imediata sobre Bruxelas para restaurar mecanismos europeus de deteção de conteúdos de abuso sexual de menores nas plataformas digitais.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) encontrou situações em que consumidores eram impedidos de aceder a serviços ou entregas devido à sua localização geográfica.
Sindicato e comissão de trabalhadores acusam Governo de reduzir meios de emergência enquanto apresenta reforma como reforço do socorro de forma enganosa.
Fonte próxima da vítima contou ao Folha Nacional que a jovem terá sido ameaçada e perseguida depois de reclamar um alegado roubo dentro do estabelecimento de ensino perpetrado por alunos de etnia cigana.
Estudo da Nova SBE revela fragilidade económica entre os mais velhos e avisa que o cenário seria muito mais grave sem prestações sociais.
Dois homens foram detidos em Loures e Odivelas por suspeitas de criarem centenas de moradas falsas para legalização de imigrantes em Portugal.
Professores, assistentes e associações alertam para aumento de alunos que dependem da cantina escolar para terem uma refeição completa.
Um homem armado com uma espingarda foi visto a circular em plena via pública nas zonas de Alcântara e da Ajuda, em Lisboa, levando a PSP a montar uma operação policial de grande dimensão.