OE2024 não ousa e economia corre risco de ficar anémica

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal considerou hoje que o Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) não é ousado e não empreende, faltando medidas para estimular o investimento, e que a economia corre o risco de ficar anémica.

© Facebook /CIP

“A maior parte das medidas não são novidade, são sobretudo de permanência. É um orçamento que não ousa, que não empreende. […] A economia corre o risco de ficar anémica se não ousar empreender”, afirmou disse hoje o presidente da CIP, Armindo Monteiro, em conferência de imprensa, em Lisboa, sobre o Pacto Social, o Orçamento do Estado e as perspetivas económicas para 2024.

Para a confederação empresarial, um dos aspetos insuficientes do documento é a falta de medidas para estimular o investimento, mas realçou como aspetos positivos o aumento do rendimento das famílias por via do alívio fiscal e a redução da dívida pública.

“Temos bem a consciência que é preciso fazer escolhas no orçamento e, por isso, é sempre um equilíbrio entre possíveis impactos, mas a nossa preocupação é que se esses impactos não forem antecipados, podem provocar efeitos dramáticos, quer nas famílias, quer nas empresas”, apontou Armindo Monteiro.

O Governo entregou a proposta de Orçamento do Estado para 2024 (OE2024), na semana passada, na Assembleia da República, que será discutida e votada na generalidade nos dias 30 e 31 de outubro, estando a votação final global agendada para 29 de novembro.

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