Ventura classifica proposta de OE como “maior vigarice” da história

O presidente do Chega classificou hoje a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano como a "maior vigarice" e a "maior burla", com o primeiro-ministro a acusar André Ventura de falta de razão e de credibilidade.

“Este Orçamento do Estado é a maior vigarice da nossa história”, afirmou o líder do CHEGA, classificando também o documento apresentado pelo Governo como “indecente, incrivelmente mentiroso, inqualificável”, além da “maior burla aos portugueses de que há memória”.

Na sua intervenção no regresso dos debates quinzenais na Assembleia da República, André Ventura afirmou que, no próximo ano, “os portugueses vão entregar mais dinheiro ao Estado”, falando também na “vergonha de aumento do IUC [Imposto Único de Circulação] que deixaria corado qualquer democrata”.

Ventura disse ainda acreditar que o primeiro-ministro tem “três mãos”: “há as duas mãos, as que governam, e há a mão que está sempre a gamar os portugueses”.

Na resposta, o primeiro-ministro indicou ser “difícil manter” com André Ventura “um debate ao nível que a Assembleia da República está habituada”.

“Quando um orador usa excesso de adjetivos, de agressividade e de insulto é porque tem défice de razão e, portanto, quando o senhor deputado precisa de utilizar expressões como gamar, tretas, vigarice, burla, cada uma destas palavras só quer dizer que não tem a menor razão ou credibilidade para dizer o que quer que seja”, acusou.

O primeiro-ministro considerou também que o presidente do CHEGA escolheu “recorrer a uma manobra de diversão” em vez de “ter uma discussão séria em matéria fiscal”.

“Nós iremos ter brevemente o debate do Orçamento do Estado e, até lá, o senhor deputado pode preparar-se e encontrar argumentos passíveis de discussão, e reconduzir-se ao nível próprio do debate em democracia”, realçou.

 

Últimas de Política Nacional

O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".
O CHEGA considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo que cria a prestação social única (PSU).
O presidente do CHEGA disse hoje que o seu partido poderá viabilizar a criação da Prestação Social Única (PSU) na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, desafiando os sociais-democratas a aceitar esse "compromisso".
O CHEGA/Açores apresentou dois requerimentos no parlamento açoriano a questionar o Governo Regional sobre "a exclusão" dos agricultores açorianos de apoios extraordinários aprovados pela República e sobre "a falta de limpeza" no Porto dos Carneiros, na Lagoa.
A consultora Wise Healthcare Solutions (WiseHS), fundada por Eurico Castro Alves, ex-secretário de Estado da Saúde do PSD e antigo presidente do Infarmed, apresentou à sociedade portuguesa de canábis medicinal Sync Nature um empresário brasileiro condenado por tráfico de cocaína e apontado pelas autoridades brasileiras como elemento ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas da América Latina.
O CHEGA/Açores pediu esclarecimentos ao Governo açoriano sobre "a verdadeira dimensão" do consumo de álcool entre os jovens, alertando para "o aparecimento de casos cada vez mais precoces" de dependência alcoólica, foi anunciado.
Ventura referiu que o CHEGA deu margem ao PSD para mudar o pacote laboral, acreditando que o partido pudesse afastar-se “dos velhos vícios políticos”.