Ventura classifica proposta de OE como “maior vigarice” da história

O presidente do Chega classificou hoje a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano como a "maior vigarice" e a "maior burla", com o primeiro-ministro a acusar André Ventura de falta de razão e de credibilidade.

“Este Orçamento do Estado é a maior vigarice da nossa história”, afirmou o líder do CHEGA, classificando também o documento apresentado pelo Governo como “indecente, incrivelmente mentiroso, inqualificável”, além da “maior burla aos portugueses de que há memória”.

Na sua intervenção no regresso dos debates quinzenais na Assembleia da República, André Ventura afirmou que, no próximo ano, “os portugueses vão entregar mais dinheiro ao Estado”, falando também na “vergonha de aumento do IUC [Imposto Único de Circulação] que deixaria corado qualquer democrata”.

Ventura disse ainda acreditar que o primeiro-ministro tem “três mãos”: “há as duas mãos, as que governam, e há a mão que está sempre a gamar os portugueses”.

Na resposta, o primeiro-ministro indicou ser “difícil manter” com André Ventura “um debate ao nível que a Assembleia da República está habituada”.

“Quando um orador usa excesso de adjetivos, de agressividade e de insulto é porque tem défice de razão e, portanto, quando o senhor deputado precisa de utilizar expressões como gamar, tretas, vigarice, burla, cada uma destas palavras só quer dizer que não tem a menor razão ou credibilidade para dizer o que quer que seja”, acusou.

O primeiro-ministro considerou também que o presidente do CHEGA escolheu “recorrer a uma manobra de diversão” em vez de “ter uma discussão séria em matéria fiscal”.

“Nós iremos ter brevemente o debate do Orçamento do Estado e, até lá, o senhor deputado pode preparar-se e encontrar argumentos passíveis de discussão, e reconduzir-se ao nível próprio do debate em democracia”, realçou.

 

Últimas de Política Nacional

O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.
André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.
O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.
O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.
O partido liderado por André Ventura exige explicações sobre pagamentos identificados pela Inspeção-Geral das Finanças e quer ouvir atuais e antigos responsáveis da televisão pública. Conselho Fiscal e Conselho Geral Independente também são chamados ao escrutínio. “Estamos a falar de recursos que são públicos”, avisa o deputado Daniel Teixeira.
O presidente do CHEGA anuncia novo requerimento potestativo para investigar a passagem de Luís Neves pela direção da PJ e acusa o Parlamento de aplicar critérios diferentes dos usados noutras comissões de inquérito. Ventura admite limitar novamente o objeto para desbloquear a CPI.
O presidente do CHEGA acusa Aguiar-Branco de bloquear o escrutínio ao atual ministro da Administração Interna e fala numa operação de “contenção política de danos”. Ventura denuncia “dois critérios” na admissão de inquéritos parlamentares e promete não deixar cair a investigação à passagem de Luís Neves pela direção da Polícia Judiciária.
A Cosmos Business Travel, empresa ligada ao universo empresarial da família Oliveira, terá faturado perto de 600 mil euros desde 2024 em serviços de viagens e alojamento contratados por organismos públicos, segundo revela o Tal & Qual.
O inquérito potestativo que permitiria avançar com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves sem votação foi rejeitado. CHEGA denuncia uma tentativa de proteger o ministro da Administração Interna e impedir que a sua gestão na PJ seja investigada.