Investimento público fica 600 milhões de euros abaixo do orçamento em 2023

A execução do investimento público ficou, no ano passado, mais de 600 milhões de euros aquém do previsto, ao ascender a 6.742,8 milhões de euros, de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

© D.R.

O Ministério das Finanças previa, na proposta do Orçamento do Estado para 2024, entregue em outubro, que o investimento público se cifrasse em 7.404 milhões de euros em 2023, mas os dados publicados hoje pelo organismo de estatística nacional revelam que o investimento ficou subexecutado.

Segundo o INE, o investimento público (medido pela Formação Bruta de Capital Fixo) totalizou, em contabilidade nacional, 6.742,8 milhões de euros em 2023, uma diferença de 661 milhões de euros face ao previsto.

A previsão de outubro já traduzia uma revisão em baixa face ao inicialmente projetado quando foi entregue a proposta do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), em outubro de 2022.

No OE2023, o Governo estimava que o investimento público totalizasse 8.618 milhões de euros, pelo que a diferença face aos dados publicados hoje pelo INE ascende a 1.875,2 milhões de euros.

Ao longo dos últimos anos, a execução do investimento público tem ficado recorrentemente abaixo do orçamentado.

No OE2024, o Ministério das Finanças previa que o investimento público subisse de 7.404 milhões de euros em 2023 para 9.197 milhões de euros em 2024, um aumento homólogo de 24,2% (ou 1.793 milhões de euros).

Os dados divulgados hoje pelo INE indicam que o investimento público subiu 969,7 milhões de euros entre 2022 e 2023.

Últimas de Economia

A Comissão Europeia reviu em baixa as previsões para o crescimento da economia portuguesa para 1,7% este ano e 1,8% em 2027, nomeadamente devido aos efeitos das tempestades e do conflito no Irão, segundo as projeções divulgadas esta quinta-feira.
O Índice de Preços na Produção Industrial (IPPI) aumentou 3,8% em abril, em termos homólogos, registando um maior avanço dos últimos três anos sobretudo devido à subida do custo dos combustíveis, divulgou hoje o INE.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão voltar a subir na próxima semana, com a gasolina 95 simples a aumentar em média quatro cêntimos por litro e o gasóleo simples um cêntimo por litro.
Clientes da Galp continuam a relatar atrasos na faturação de eletricidade e de gás, recebendo posteriormente faturas acumuladas com valores elevados, apesar de a empresa ter garantido em março que o problema estava ultrapassado.
A Comissão Europeia está a preparar uma proposta para combater o excesso de arrendamentos de curta duração em cidades da União Europeia (UE), por fazerem aumentar os preços da habitação, defendendo que ter uma casa “é um direito humano”.
O número de passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores voltou a registar uma quebra em abril, com cerca de 178 mil desembarques, menos 12,3% do que no período homólogo, segundo dados divulgados hoje pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 5,8% em março face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a subir 8,2% e os materiais 3,7%, segundo uma estimativa hoje divulgada pelo INE.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Alemanha.
O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.
O número de empresas constituídas até abril recuou 4,6% face aos primeiros quatro meses do ano passado, enquanto as insolvências subiram quase 8% no mesmo período, divulgou hoje a Informa D&B.