Portugueses entre os que menos solicitam o “direito ao esquecimento” na Internet

Os portugueses estão entre os cidadãos europeus que menos solicitam o “direito ao esquecimento” à Google e ao Microsoft Bing, para remover informações dos resultados dos mecanismos de busca, revela uma análise da empresa de cibersegurança Surfshark.

© D.R.

 

O “direito ao esquecimento” permite que os indivíduos solicitem às páginas de Internet que retirem as consultas relacionadas com o seu nome das páginas de resultados dos motores de busca europeus. 2015 marcou o primeiro ano completo em que a política esteve em vigor.

Aplica-se a países abrangidos pelo Regulamento Europeu de Proteção de Dados (GDPR), membros da União Europeia (UE) e do Espaço Económico Europeu (EEE) e outros países europeus que adotaram leis semelhantes, como o Reino Unido e a Suíça.

O estudo classifica 32 países europeus que submeteram pedidos de “direito ao esquecimento” à Google e ao Microsoft Bing, tendo sido excluídos países que enviaram solicitações a uma empresa, mas não a outra, como por exemplo a Rússia.

O “direito a ser esquecido” foi exercido na UE e noutros países, resultando na remoção de 6 mil milhões de URL só da Google. Durante este período em que a diretiva está em vigor, os ‘sites’ de redes sociais foram os alvos mais comuns, com o Facebook a ser o mais destacado, destaca o Surfshark no comunicado.

Em Portugal, em 2022, foram apresentados cerca de 1.200 pedidos de “direito ao esquecimento”, em comparação com os cerca de 1.900 de 2021.

De acordo com esta análise, em 2022 foram submetidos à Google e ao Bing cerca de 155 mil pedidos de “direito ao esquecimento”, uma diminuição de quase 20% em relação ao ano anterior e marca o primeiro declínio desde o início da pandemia em 2020.

Dos 32 países analisados em 2022, 28 países apresentaram uma diminuição nos pedidos, destaca a empresa de cibersegurança.

Alguns países tiveram muito menos pedidos de “direito ao esquecimento”, indicando uma potencial falta de informação e sensibilização sobre a questão, realçou a Surfshark em comunicado, adiantando que a grande maioria das solicitações foi entregue à Google.

Em 2022, Bulgária, Hungria, Roménia, Chéquia e Eslováquia apresentaram menos de um pedido de “direito ao esquecimento” por cada 10 mil pessoas. Polónia, Portugal e Grécia apresentaram cerca de um pedido por cada 10 mil pessoas.

Em sentido contrário, França, Alemanha e Reino Unido representavam mais de 50% de todos os pedidos de “direito ao esquecimento”.

A Alemanha e o Reino Unido ficaram em 2.º e 3.º lugar, com 24 mil e 16 mil solicitações, seguido de Itália e Espanha, em 4.º e 5.º lugar, com 12 mil e 11 mil pedidos.

“Os dados mostram que o interesse pelo ‘direito ao esquecimento’ estabilizou nos últimos anos. Curiosamente, os países ocidentais são os mais ativos na apresentação de pedidos de ‘direito a ser esquecido’, mas parece haver uma falta de envolvimento ou consciência relativamente às vantagens proporcionadas pelo GDPR entre as restantes nações europeias”, frisou Lina Survila, porta-voz do Surfshark, citada na nota de imprensa.

“Elevar a compreensão pública destas iniciativas enfatiza o papel do GDPR como um catalisador para a proteção dos direitos digitais e a melhoria da privacidade em escala global”, acrescentou.

Últimas do Mundo

O número de insolvências de empresas na Alemanha atingiu em 2025 o nível mais alto dos últimos 20 anos (17.604), de acordo com uma análise divulgada hoje pelo Instituto Leibniz de Investigação Económica de Halle (IWH).
A igreja católica de Espanha vai assumir a reparação de centenas de vítimas de abusos sexuais cujos casos não podem já ter resposta por via judicial, segundo um acordo assinado hoje entre a Conferência Episcopal e o Governo.
A justiça britânica aplicou penas de prisão a três residentes de Epping, em Essex, que, somadas, superam a condenação do imigrante ilegal responsável por crimes sexuais que desencadearam os protestos.
Os aeroportos europeus de Amesterdão, Bruxelas e Paris tiveram hoje de cancelar centenas de ligações aéreas, incluindo para Portugal, devido à queda de neve e vento, de acordo com as autoridades locais.
A secção do Ministério Público federal alemão responsável pelo combate às ameaças terroristas anunciou hoje que vai investigar a hipótese de terrorismo e sabotagem no apagão em parte de Berlim, ocorrido sábado.
Os agricultores da União Europeia (UE) terão ao seu dispor, no próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034, um montante reservado de 293,7 mil milhões de euros, garantiu hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.
Mais de 150 residentes tiveram hoje de ser retirados de um complexo de habitação pública em Hong Kong, devido ao segundo incêndio a atingir um bairro social em dois dias.
O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidade portuguesa que foi desaparecida após o incêndio ocorrido numa Estância de Esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.
Milhares de residências no sudoeste de Berlim afetadas por um corte de quase 24 horas no fornecimento de energia elétrica recuperaram-no esta madrugada, enquanto as autoridades investigam uma possível sabotagem.