Frota portuguesa captura mais 3,3% de pescado em 2023

A frota portuguesa capturou mais 3,3% de pescado em 2023 face ao ano anterior, num total 171.235 toneladas, anunciou hoje o INE, adiantando que a receita gerada em lota subiu 1,3%, para 339,8 milhões de euros.

© D.R.

Em 2023, estavam licenciadas 3.728 embarcações, menos 147 do que no ano precedente, sendo que a frota licenciada equivaleu a 54,4% do número total de embarcações, 85,7% do total da arqueação bruta e 81,8% do total da potência da frota registada naquele ano, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE) em comunicado.

Segundo as “Estatísticas da Pesca – 2023”, o preço médio anual do pescado fresco ou refrigerado descarregado registou uma descida homóloga de 6,6%, ao passar de 2,65 euros por quilograma em 2022 para 2,47 euros/quilograma no ano passado.

Ao nível de comércio internacional, em 2023, o défice da balança comercial dos produtos da pesca ou relacionados com esta atividade melhorou 105,4 milhões de euros (-8,2%), atingindo 1.176,2 milhões de euros.

Esta evolução resultou de um aumento nas exportações e de uma redução nas importações daquele tipo de produtos, aumentando a taxa de cobertura para 53,7% (+3,2 pontos percentuais face a 2022).

O INE apontou ainda que o Programa Operacional que gere o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) apresentava, no final de 2023, uma taxa de execução de 98% da dotação programada para o período.

No ano passado, as quotas portuguesas aumentaram cerca de 14%, contabilizando 198.000 toneladas.

Das espécies relevantes sujeitas a limitações de captura em 2023, os aumentos mais significativos ocorreram, uma vez mais, nas quotas para carapaus, areeiro, tamboril, pescada e bacalhau no tradicional pesqueiro da NAFO 3M.

Últimas de Economia

O CHEGA apresentou uma proposta no âmbito do Orçamento do Estado para 2027 que pretende impedir o acesso à habitação pública por pessoas condenadas por crimes graves. A iniciativa coloca em discussão os critérios de atribuição de casas financiadas com dinheiro público e a possibilidade de a existência de condenações criminais influenciar o acesso a estes apoios.
Enquanto milhares de famílias portuguesas enfrentam dificuldades para pagar as contas, suportar os encargos da habitação e fazer face ao aumento do custo de vida, os cinco maiores bancos do país acumulam lucros milionários.
Os portugueses são a sétima população da União Europeia (UE) que mais sentiu o aumento do custo de vida, com dois em três a afirmarem que o seu poder de compra caiu significativamente no último ano, segundo um inquérito hoje divulgado.
O CHEGA defendeu a possibilidade de os portugueses deduzirem no IRS os encargos com o crédito à habitação, mas a proposta foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. A medida pretendia aliviar a carga fiscal das famílias que pagam mensalmente a prestação da casa, numa altura em que o acesso à habitação continua a representar um dos maiores desafios financeiros dos portugueses.
O CHEGA voltou a defender medidas para reduzir o preço dos combustíveis no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, mas a iniciativa foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. O partido pretendia aliviar os custos suportados pelos condutores e pelas famílias portuguesas, num país onde abastecer o depósito continua a representar uma despesa significativa.
Uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia determina que as instituições bancárias não podem recusar o reembolso imediato de operações não autorizadas apenas por considerarem que os clientes foram negligentes. O dinheiro deve ser devolvido, em regra, até ao final do dia útil seguinte.
Dezenas de clientes denunciam transferências não autorizadas e perdas de milhares de euros. A Polícia Judiciária está a investigar as queixas, enquanto o Banco CTT reconhece um aumento das tentativas de fraude digital. Uma das vítimas reclama a devolução de 1.200 euros.
O passe que permitirá utilizar os transportes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foi adiado três meses. O Governo prevê um acréscimo de dez euros ao preço do passe e admite implementar o sistema nacional numa segunda fase.
O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.