Ventura espera maior participação do que em 2019

O presidente do CHEGA disse hoje esperar que a participação nestas eleições europeias supere a das últimas, em 2019, e apelou aos eleitores que exerçam o seu direito de voto, salientando que podem fazê-lo nem qualquer parte do país.

© Folha Nacional

“O que nós esperamos é que à noite haja pelo menos uma vitória, que é a vitória da democracia, sinal de que superámos o resultado de participação das últimas eleições europeias, isso era muito importante, e nos aproximámos, espero eu, da participação das legislativas, embora honestamente, face aos números que vamos tendo e à visibilidade que vamos tendo, me parece um pouco complicado que esta noite se traduza também numa participação igual à das legislativas”, afirmou.

André Ventura falava aos jornalistas depois de votar numa escola no Parque das Nações, em Lisboa.

O líder do CHEGA considerou positivo que os eleitores possam votar em qualquer parte do país e disse esperar que “isso se traduza em mais gente a votar hoje, mais gente a participar”.

“Acho que era importante termos uma alta participação hoje, porque o contexto político está instável também, e um sinal de vitalidade da democracia é o sinal do voto. São eleições europeias, é verdade, a eleição é para o Parlamento Europeu, mas não deixa de mostrar a vivacidade da nossa democracia”, defendeu.

André Ventura afirmou que “era bom mostrar que o povo português não foi apenas pontualmente às urnas de forma massiva, mas continua a ir”, salientando que se criou “uma nova cultura democrática em Portugal e hoje era um bom sinal para mostrar essa nova cultura democrática de participação, de vivacidade e de voto”.

“A nossa arma é o voto, é o voto que leva à mudança. Quem ficar em casa depois, honestamente, não se pode queixar de que outros vençam ou de que o país continue próximo do que sempre foi. Portanto, o meu apelo hoje, até porque temos regras de limitação muito severas, como sabem, é votem. Independentemente dos partidos, independentemente das convicções, votem”, apelou, falando especialmente para quem está de férias.

André Ventura disse que “correu tudo bem” quando votou e defendeu que “mesmo havendo algum contratempo, é importante [os eleitores] virem votar”.

“Não é por perderem mais cinco minutos, honestamente, ou 10 minutos, que podem deixar de fazer uma coisa tão importante para a democracia, que é escolher os nossos representantes. Eventualmente hoje, até porque estamos a fazer testes de um modelo novo, pode haver problemas em vários pontos do país, hoje pode haver constrangimentos em algumas zonas, mas vale a pena ir votar, onde quer que estejam”, insistiu.

Questionado sobre os dados da afluência às urnas às 12:00, de 14,48% mais elevada do que a registada em 2019, o presidente do CHEGA considerou que “é bom e mau, é bom sinal porque é superior ao das últimas europeias, é mau [porque] fica bastante abaixo das legislativas”, mas afirmou que “é num número que apesar de tudo não é desanimador”, sustentando que “a maior parte das pessoas vota durante a tarde”.

André Ventura disse que ainda não esteve com o cabeça de lista hoje, mas que falou com António Tânger Corrêa por telefone, e indicou que passará a tarde com a família e irá à missa antes de seguir para o hotel onde o CHEGA se vai juntar para acompanhar a noite eleitoral.

“Está muito animado, estamos motivados, estamos convictos que vamos ter um bom resultado”, afirmou.

Mais de 10,8 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para escolher 21 dos 720 eurodeputados do Parlamento Europeu.

Últimas de Política Nacional

Cinco deputados sociais-democratas, liderados por Hugo Soares, viajaram até Pequim a convite direto do Partido Comunista Chinês. A deslocação não teve carácter parlamentar e escapou às regras de escrutínio da Assembleia da República.
Saiu do Executivo, passou pelo Parlamento e acaba agora a liderar uma empresa pública com um vencimento superior ao que tinha no Governo. Cristina Vaz Tomé foi escolhida para presidir à Metro de Lisboa e vai ganhar cerca de sete mil euros mensais, com despesas da casa pagas.
O Ministério Público (MP) pediu hoje penas entre os cinco e nove anos de prisão para os ex-presidentes da Câmara de Espinho, Miguel Reis (PS) e Pinto Moreira (PSD), por suspeitas de corrupção no processo Vórtex.
O presidente do CHEGA, André Ventura, anunciou hoje que o seu partido votará contra o novo pacote laboral no parlamento se o Governo não ceder em matérias como o despedimentos e alterações na área da parentalidade.
A mensagem gerou indignação, o caso abalou o ministério e levou a uma demissão, mas o inquérito interno concluiu que não houve infração disciplinar. Nataniel Araújo sai ilibado e continua como chefe de gabinete da Agricultura.
Os vereadores e deputados municipais do CHEGA têm rejeitado a criação da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal.
Bruxelas paga, Lisboa faz campanha: Ângelo Pereira (PSD) e Ricardo Pais Oliveira (IL) estiveram no terreno eleitoral enquanto recebiam vencimentos do Parlamento Europeu, prática proibida pelas regras comunitárias.
A comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao INEM decidiu hoje suspender os trabalhos durante o período de Natal e Ano Novo e na segunda semana de janeiro, devido às eleições presidenciais.
Num mês em que as presidenciais já se travavam mais nos ecrãs do que nas ruas, André Ventura esmagou a concorrência: foi o candidato que mais apareceu, mais falou e mais minutos ocupou nos principais noticiários nacionais.
O Ministério da Saúde voltou a entregar um contrato milionário sem concurso: 492 mil euros atribuídos diretamente ao ex-ministro social-democrata Rui Medeiros, aumentando a lista de adjudicações diretas que colocam a Saúde no centro da polémica.