Mais de 14.000 acidentes rodoviários e 179 mortos no país entre janeiro e maio

Os 14.045 acidentes registados nas estradas portugueses entre janeiro e maio deste ano provocaram 179 mortos e 954 feridos graves, continuando a tendência crescente nos desastres e feridos graves, indicou hoje a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

© D.R.

 

O relatório de sinistralidade a 24 horas e fiscalização rodoviária de maio de 2024, hoje divulgado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), refere que se registaram também 16.332 feridos ligeiros.

“Face aos primeiros cinco meses de 2023, registaram-se menos nove vítimas mortais (-4,8%), mas mais 514 acidentes (+3,8%), mais 56 feridos graves (+6,2) e mais 589 feridos ligeiros (+3,7%). Contudo, o índice de gravidade diminuiu 8,3%, de 1,39 para 1,27. De salientar-se que, em comparação com 2023, houve em 2024 um aumento na circulação rodoviária, o que corresponde a um acréscimo no risco de acidentes, muito embora se tenha registado uma diminuição de 3,4% no consumo de combustível rodoviário”, adianta o documento.

A ANSR faz também uma comparação com o mesmo período de 2014, sublinhando que a “tendência crescente foi visível nos acidentes, mais 2.474 (+21,4%), nas vítimas mortais, mais oito (+4,7%), nos feridos graves, mais 161, (+20,3%) e nos feridos ligeiros, mais 2.552 (+18,5%).

Aquela autoridade faz igualmente uma comparação com 2019, ano de referência para monitorização das metas de redução do número de mortos e de feridos graves até 2030 fixadas pela Comissão Europeia e por Portugal, tendo ocorrido menos 15 vítimas mortais (-7,7%) e menos 318 feridos ligeiros (-1,9%), mas em contrapartida, houve mais 110 feridos graves (+13,0%) e mais 217 acidentes (+1,6%).

O relatório avança igualmente que a colisão representou a natureza de acidente mais frequente nos primeiros cinco meses de 2024, correspondendo a 52,8% dos acidentes, 41,3% das vítimas mortais e 45,2% dos feridos graves, enquanto os despistes, que representaram 33% do total dos desastres, foram responsáveis por 44% das vítimas mortais.

Segundo o documento, entre janeiro e maio o número de vítimas mortais dentro das localidades (100) foi superior ao apurado fora das localidades (79) e, comparativamente a 2019 e a 2023, houve um aumento das vítimas mortais dentro das localidades (+8,7% e +7,5%, respetivamente), mas a tendência foi decrescente fora das localidades (-22,5% face a 2019 e -16,8% face a 2023).

Quanto ao tipo de via, nos primeiros cinco meses deste ano, 62,8% dos acidentes ocorreram em arruamentos, representando 34,1% das vítimas mortais e 48,2% dos feridos graves, enquanto nas estradas nacionais ocorreram 19,7% dos acidentes e nas autoestradas 5,9% do total dos desastres.

A ANSR indica também que cerca de 72% do total de mortes entre janeiro e maio correspondeu a condutores, enquanto 15% eram peões e 12% passageiros. Comparativamente a 2023, o número de vítimas mortais diminuíram 21% entre os passageiros e 10% entre os peões.

De acordo com o documento, os automóveis ligeiros corresponderam a 72,1% do total dos veículos envolvidos nos acidentes nos primeiros cinco meses do ano, que aumentaram 4,1% em relação a igual período de 2023.

Nos cinco primeiros meses do ano, face ao período homólogo de 2023, verificou-se um aumento no número de acidentes em 14 dos 18 distritos, com maior expressão em Évora (+29%), Viana do Castelo (+27%) e Guarda (+15%). No que diz respeito ao número de vítimas mortais, registaram-se aumentos em sete distritos, com as maiores subidas nos de Braga e Lisboa (mais oito em cada). No que se refere às diminuições, destacam-se Setúbal, Beja, Porto e Vila Real.

Entre janeiro e maio, mais de metade do número de vítimas mortais ocorreu na rede rodoviária sob a responsabilidade das Infraestruturas de Portugal (37,4) e da Brisa e Ascendi (3,4%, cada).

Últimas do País

O presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, Luís Duarte Costa, demitiu-se no final de fevereiro do cargo de diretor do Serviço de Urgência Geral (SUG) da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, revelou hoje o médico à Lusa.
O casal suspeito de ter negligenciado a prestação de cuidados de saúde, alimentação e higiene a uma mulher de 98 anos foi hoje condenado pelo Tribunal de Setúbal a 22 e 20 anos de prisão.
As despesas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com a contratação de prestadores de serviço aumentaram em 2025 para mais de 266 milhões de euros, sobretudo com médicos tarefeiros, revelam dados hoje divulgados.
A vítima foi vista a deambular ferida durante a madrugada, antes de ser socorrida e levada para o hospital em estado crítico, após um ataque cuja origem ainda é desconhecida.
Em menos de meio minuto, dois assaltantes abriram uma porta blindada e invadiram um apartamento no centro de Viseu, levando joias de elevado valor num golpe rápido e calculado.
A PSP deteve mais de três mil condutores no primeiro trimestre do ano, quase metade por condução em estado de embriaguez, meses em que registou mais acidentes e feridos graves, mas igual número de mortos, face ao período homólogo.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou esta terça-feira, 14 de abril, que apreendeu mais de 39 mil litros de vinho no âmbito de uma fiscalização nos concelhos de Lamego, Fafe, Maia, Lousada, Viseu e Tondela.
As provas-ensaio do 4.º, 6.º e 9.º anos arrancam hoje para testar o formato digital em que irão realizar-se as avaliações externas a partir do final de maio e garantir que os alunos estão familiarizados com a plataforma.
Quatro organizações alertaram hoje para a existência de mais de 600 mil pessoas em pobreza energética severa, para as quais as soluções são pouco eficientes, e deixaram sugestões, como programas mais estruturados e integrados.
A Comissão para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO) exige a reposição gradual do transporte de passageiros no troço Meleças/Caldas da Rainha, considerando inaceitável que dois meses e meio depois das intempéries haja locais sem qualquer reparação.