Mais de 82% dos utentes a aguardar primeira consulta oncológica já ultrapassam tempo de espera

Mais de 7.300 pessoas aguardavam no final do primeiro semestre pela primeira consulta com suspeita ou confirmação de doença oncológica e em 82,7% dos casos já tinham sido ultrapassados os tempos máximos de resposta recomendados.

© D.R.

Numa informação hoje divulgada relativa à monitorização dos tempos de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS) no primeiro semestre deste ano, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) refere que foram realizadas 18.078 primeiras consultas com suspeita ou confirmação de doença oncológica.

Em 62,7% dos casos já tinha sido ultrapassado o Tempo Máximo de Resposta Garantido (TMRG).

O regulador diz ainda que não foi possível analisar a evolução no número de consultas do foro oncológico realizadas pois o Registo de Saúde Eletrónico no Sistema Integrado de Gestão do Acesso (RSE-SIGA) “ainda não se encontra totalmente implementado em todas as unidades hospitalares”.

Em 30 de junho havia 775.930 utentes em espera para primeira consulta de especialidade nos hospitais públicos (mais 9,7%), mais de metade (54,5%) dos quais com espera superior ao TMRG.

Segundo a ERS, no primeiro semestre do ano foram realizadas nos hospitais públicos 664.308 primeiras consultas de especialidade – excluindo cardiologia e consultas com suspeita ou confirmação de doença oncológica –, o que corresponde a uma redução de 0,6% face ao período homólogo de 2023.

Os dados do regulador indicam que os tempos máximos de resposta recomendados foram ultrapassados em mais de metade (51,6%) das consultas da especialidade realizadas, um aumento de dois pontos percentuais face ao período homólogo de 2023.

Quanto às consultas de cardiologia, no primeiro semestre de 2024, foram realizadas 13.428 primeiras consultas de cardiologia nos hospitais públicos, o que corresponde a uma redução de 38,7% face ao primeiro semestre de 2023.

Os TMRG foram ultrapassados em 85,5% das consultas de cardiologia realizadas – diminuição de 3,7 p.p. face ao valor observado no primeiro semestre de 2023.

No final do primeiro semestre, 10.222 utentes aguardavam pela primeira consulta de cardiologia, o que representa uma redução de 42,1% na lista de espera, mas 91,7% dos casos já tinham ultrapassado os tempos máximos de resposta recomendados.

Quanto às consultas realizadas nos prestadores protocolados, a ERS contabilizou 43.223 primeiras consultas da especialidade hospitalar de janeiro a junho – não incluindo consultas de cardiologia, nem consultas com suspeita ou confirmação de doença oncológica -, o que representa uma redução de 9,2%.

Os TMRG foram ultrapassados em 27,1% das consultas realizadas, tendo sido observado um aumento no valor do indicador face ao primeiro semestre de 2023 (4,0 p.p.), transversal a todas as prioridades.

A 30 de junho havia 28.808 utentes em espera para primeira consulta (diminuição de 33,3%), 30,3% dos quais com espera superior aos TMRG.

Foram realizadas 92 primeiras consultas de cardiologia (redução de 52,3% na atividade), 58,7% das quais fora do TMRG, o que corresponde a uma diminuição de 9,7 p.p. face ao período homólogo de 2023.

No final do primeiro semestre do ano, 140 utentes aguardavam consulta de cardiologia nos prestadores protocolados (+13,8%) e quase todos (97,9%) já tinham ultrapassado os limites legais.

Últimas do País

Álcool ao volante, permanência ilegal em Portugal, armas proibidas, droga e documentos falsificados. Uma operação especial da GNR realizada nos concelhos de Grândola, Moita e Sesimbra terminou com 16 pessoas detidas, 60 autos de contraordenação e várias apreensões.
Homem de 33 anos era procurado pelas autoridades brasileiras para cumprir cinco anos de prisão pelo sequestro da ex-companheira, mãe dos seus filhos. O crime ocorreu em 2017 e o suspeito refugiou-se em Portugal em 2022, depois de ter conhecimento da acusação. Foi agora localizado e detido pela PJ na Guarda.
Mulher é suspeita de ter incendiado uma maca nas Urgências do Hospital de Santa Maria e, depois de abandonar o local, uma viatura estacionada no parque da unidade hospitalar. A Polícia Judiciária deteve a paciente após esta ter recebido alta.
O corpo de um homem aparentando "entre os 30 e os 40 anos" foi hoje encontrado no areal, no norte do concelho da Figueira da Foz, após um popular ter dado o alerta, disse o comandante da capitania.
Mais de mil menores ficaram órfãos entre 2004 e 2018 na sequência de crimes em contexto familiar. E a tragédia continua: desde 2020, pelo menos outros 72 menores ficaram sem um dos progenitores na sequência de crimes associados à violência doméstica.
Dois homens, de 36 e 47 anos, foram detidos no Aeroporto Humberto Delgado quando, segundo a Polícia Judiciária, se preparavam para introduzir em Portugal cocaína suficiente para cerca de 342 mil doses individuais. Ambos ficaram em prisão preventiva.
Tribunal de Loures condenou a 16 anos de prisão um professor de música, de 40 anos, por crimes cometidos contra uma jovem que tinha apenas 12 anos quando começaram os contactos de natureza sexual. Os abusos prolongaram-se durante vários anos. Arguido terá ainda incentivado a troca e o armazenamento de vídeos pornográficos e terá de indemnizar a vítima em 56 mil euros.
Tinha sido autuado por conduzir sob o efeito do álcool e notificado de que estava impedido de conduzir. Ainda assim, voltou ao carro e arrancou em fuga. Dois agentes da PSP foram atingidos e ficaram feridos durante a madrugada desta segunda-feira, em Portimão.
O tempo de espera nas urgências voltou esta segunda-feira a subir em alguns hospitais, com doentes urgentes a aguardarem quase 10 horas para serem vistos por um médico, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Mais de 60 concelhos de 10 distritos de Portugal continental estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas máximas vão continuar elevadas na generalidade do território, segundo o IPMA.