Comissão do Mercado de Valores Mobiliários assina protocolo com 17 empresas para resolução de litígios

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) assinou um protocolo com 17 empresas de investimento, tendo em vista um mecanismo para a resolução alternativa de litígios, segundo foi hoje anunciado.

© D.R.

Este protocolo “dá continuidade ao trabalho iniciado em 2023, com a assinatura de dois protocolos — um com instituições de crédito que prestam serviços e atividades de intermediação financeira e outro com os sete Centros de Arbitragem de Conflitos de Consumo (CACC) –, permitindo criar um mecanismo célere e acessível para a resolução de conflitos, em alternativa ao recurso a meios judiciais”, indica a CMVM, em comunicado.

Já aderiram ao protocolo perto de 50 entidades do sistema financeiro, sendo que as empresas de investimento se comprometem a “aceitar pedidos de mediação e arbitragem de litígios apresentados por clientes não profissionais, relativos a matérias no âmbito da intermediação financeira, cujo montante máximo não ultrapasse os 15.000 euros”.

Para o concretizar, “aderem a pelo menos uma entidade, à sua escolha, que disponibilize procedimentos de mediação e arbitragem (desde que preencha os critérios previstos no Protocolo, designadamente em termos de cobertura nacional, celeridade, custos e adequação de meios), podendo, em alternativa, utilizar a rede de arbitragem de consumo, constituída pelos sete CACC”, explica a CMVM.

O objetivo do regulador do mercado de capitais com este protocolo é “promover a confiança dos investidores de retalho, incentivando uma participação mais ativa e segura no mercado financeiro”.

Últimas de Economia

Arrendamento regista uma subida superior a 76% em apenas cinco anos, segundo o Jornal de Notícias.
Grupo alemão poderá pagar 1.201 milhões de euros por 49,9% da TAP, que dispõe de 1.222 milhões em liquidez.
Em 2025, em Portugal, "mais de 500 mil pessoas viviam com menos de 482 euros por mês", considerada uma situação de pobreza preocupante, anunciou hoje Paula Cruz, da EAPN Portugal – Rede Europeia Anti Pobreza.
A produção industrial recuou, em agosto, na Zona Euro e na União Europeia (UE), com Portugal a registar a terceira maior descida em cadeia (2,0%), divulga esta quinta-feira o Eurostat.
O aumento do custo de vida está a ter impacto no dia a dia dos portugueses, com 53% dos consumidores a apontar uma diminuição do seu poder de compra, nos últimos 12 meses, de acordo com um estudo.
Trabalhadores e pensionistas vão receber mais dinheiro em novembro graças à redução de 50% na retenção de IRS. Contudo, o alívio imediato poderá traduzir-se em reembolsos inferiores ou em imposto adicional a pagar no próximo ano, quando forem acertadas as contas com o Fisco.
A Lufthansa apresentou uma proposta de 1201 milhões de euros por 49,9% da TAP, ultrapassando a oferta da Air France-KLM. O CHEGA responsabiliza os governos de Costa e Montenegro pela condução do processo e exige garantias para os trabalhadores e as Regiões Autónomas.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 70 cêntimos, fixando-se nos 256,26 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor. O aumento é o segundo consecutivo, com o cabaz a atingir o valor mais alto desde o início do ano.
O CHEGA Açores apresentou dois requerimentos ao Governo Regional, um para exigir medidas de combate ao aumento do custo de vida e outro para esclarecer os resultados do projeto-piloto da semana de quatro dias na Administração Pública Regional.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2,167 euros na gasolina 95 simples e para 2,211 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).