Caso Vórtex. Arquiteto fez “pressão” sobre chefe de divisão da Câmara de Espinho

O arquiteto João Rodrigues, arguido no processo Vórtex, admitiu hoje ter feito pressão sobre um chefe de divisão da Câmara de Espinho para agilizar a aprovação de projetos urbanísticos da construtora de Francisco Pessegueiro.

© D.R

Durante a 15.ª sessão do julgamento do processo Vórtex, que decorre no tribunal de Espinho, João Rodrigues confirmou ter feito pressão sobre o arquiteto José Costa, o então chefe da divisão de Obras Particulares e Licenciamentos da autarquia, acedendo a um pedido do seu cliente.

“Lamento ter feito essa pressão (…) Eu visto muito a camisola dos meus clientes. Só que se calhar foi demais”, disse João Rodrigues, adiantando que não tirou nenhum benefício disso.

Em causa estava a aprovação do projeto de arquitetura do empreendimento “The 22 Plus” que, segundo o Ministério Público (MP), Pessegueiro tinha urgência de ver aprovado para poder celebrar os contratos promessas de compra e venda das frações a construir no referido empreendimento, em troca do pagamento dos sinais ou principio de pagamento.

De acordo com a acusação, Francisco Pessegueiro solicitou a João Rodrigues que pressionasse o então presidente da Câmara Pinto Moreira e o arquiteto José Costa para “a resolução de tal desiderato”.

João Rodrigues é o segundo arguido a prestar declarações e o seu depoimento já dura há oito sessões. O primeiro arguido a falar foi o empresário Francisco Pessegueiro.

O processo Vórtex está relacionado com “projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos”.

A operação culminou em 10 de janeiro de 2023 com a detenção do então presidente da Câmara de Espinho, Miguel Reis (PS), o chefe da Divisão de Urbanismo e Ambiente daquela autarquia, um arquiteto e dois empresários por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências.

Em 10 de julho do mesmo ano, o MP deduziu acusação contra oito arguidos e cinco empresas, incluindo dois ex-presidentes da Câmara de Espinho, Miguel Reis e Pinto Moreira, que também viria a ser constituído arguido no âmbito deste processo, após ter sido ouvido no Departamento de Investigação e Ação Penal Regional do Porto.

Últimas do País

Os cortes noturnos de água no concelho de Almada, no âmbito das medidas para se restabelecerem reservas, vão realizar-se esta noite nas localidades de Trafaria, Raposeira, Corvina, Fonte Santa, Banática e Porto Brandão, anunciou a autarquia.
O número de pessoas com sintomas de intoxicação nas Caldas da Rainha subiu de 65 para 113, revelou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS) Oeste, que continua a investigar a origem do problema.
Portugal aplicou quase 29 mil medidas alternativas à privação de liberdade em 2024, segundo estatísticas oficiais hoje publicadas pelo Conselho da Europa, sendo um dos países que mais aplica a suspensão de pena.
Diploma apresentado pelo partido de André Ventura defende a proibição da ocultação do rosto em espaços públicos, alegando que a medida reforça a segurança e facilita a identificação das pessoas.
O Hospital de Santa Marta, em Lisboa, ultrapassou os 500 transplantes pulmonares realizados, mas a escassez de dadores limita a atividade do único centro de transplantação pulmonar do país, 25 anos após o arranque do programa.
A GNR deteve três homens, entre os 21 e os 38 anos, por suspeitas de tráfico de droga e apreendeu cocaína, liamba, haxixe e canábis, nos concelhos de Reguengos de Monsaraz e Borba, foi hoje revelado.
Uma mulher de 48 anos foi detida por ser suspeita de ter ateado um incêndio no concelho de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, que terá consumido cerca de 1,2 hectares de área florestal, revelou hoje a Polícia Judiciária.
Suspeito, de 32 anos, alegadamente intimidou um segurança com uma arma proibida. A rápida intervenção da PSP pôs fim à ameaça e levou à sua detenção.
Cerca de 1.500 pessoas juntaram-se hoje num protesto contra a falta de água na Costa da Caparica em que exigiram soluções para o problema e pediram a demissão da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros.
Mais de 70 concelhos do interior Norte e Centro do país e uma dezena do Alentejo e Algarve estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).