PSP aumenta fiscalizações a cidadãos estrangeiros no país com quase 4.000 em janeiro

A PSP fiscalizou em janeiro quase 4.000 cidadãos estrangeiros em 279 operações policiais, que resultaram em 29 detenções por situação ilegal no país e falsificação de documentos, revelou hoje aquela polícia.

© LUSA/MIGUEL A. LOPES

A Polícia de Segurança Pública avança que o número de cidadãos estrangeiros fiscalizados aumentou em janeiro 80% em relação aos que foram fiscalizados em todo o ano de 2024, tendo também aumentado em 50% o número de operações.

“O balanço de janeiro representa, comparativamente a todo o ano de 2024, mais de 50% no que respeita às ações realizadas e mais de 80% no que concerne ao número de cidadãos de países terceiros fiscalizados, resultado da aposta da PSP na formação e gradual ativação, a nível nacional, de equipas especializadas e dedicadas a estas atividades de inspeção e fiscalização”, refere aquela polícia, em comunicado.

A PSP precisa que, em janeiro, através da atividade dos núcleos de estrangeiros e controlo fronteiriço sob coordenação do Núcleo de Fiscalização do Departamento de Gestão Integrada de Fronteiras, realizou 270 operações policiais e fiscalizou 3.906 cidadãos estrangeiros no país.

Segundo a polícia, estas operações resultaram em 29 detenções por situação ilegal e falsificação de documentos, 14 notificações de abandono voluntário do país, 94 cidadãos detetados com diligências pendentes, como mandados de captura e interdições de entrada em território europeu, e 195 autos de contraordenação no âmbito da Lei dos Estrangeiros.

Estas operações de inspeção e fiscalização de cidadãos estrangeiros no país estão inseridas nas atribuições da PSP em matéria de segurança aeroportuária e controlo de fronteiras e de estrangeiros.

Além de fiscalizar os cidadãos estrangeiros que estão na área de responsabilidade da PSP, os centros urbanos, a PSP é também responsável pelo controlo de fronteiras nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira, S. Miguel, Terceira, Porto Santo, Santa Maria e Beja, bem como nos aeródromos de Tires e da Horta, que não são considerados postos de fronteira aérea.

Últimas do País

A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.
O CHEGA pediu, a 14 de outubro, a presença urgente do ministro da Agricultura no Parlamento, após a deteção do vírus 'Shamonda' em seis explorações bovinas portuguesas. Oito dias depois, França confirmou o primeiro caso conhecido de infeção humana, num doente que morreu no início do mês.
Dois equatorianos, um colombiano e um venezuelano foram intercetados pela Marinha Portuguesa a bordo de uma embarcação semissubmersível que transportava 1740 quilos de cocaína, avaliados em mais de 62 milhões de euros. Os quatro homens, detidos em outubro de 2025, foram agora condenados pelo Tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, a penas entre 10 e 14 anos de prisão por envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga.
O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, eleitos pelo PS, foram condenados por abuso de poder à perda de mandato por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020. A sentença incluiu ainda a aplicação de multas e a possibilidade de recurso.
Um idoso foi detido pela GNR por provocar um incêndio florestal em Carrazeda de Ansiães, devido à queima de sobrantes que se descontrolou, revelou a força policial.
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar alegada tentativa de assédio sexual entre alunos, revelou o vice-reitor à agência Lusa.
A Habita!, criada por antigas assessoras do BE, recebeu apoios de organizações internacionais, incluindo uma rede financiada na sua origem pela fundação de George Soros. Uma investigação identifica ainda 150 mil euros de fundos europeus.
Mais de 240 turmas do 1.º ciclo continuam sem professor atribuído, segundo avança o Expresso. A falta de docentes prolonga-se mais de um mês após o arranque das aulas.