Rússia reconhece apoio da Coreia do Norte na “libertação de Kursk”

O chefe da diplomacia da Rússia, Sergei Lavrov, reconheceu hoje o envolvimento de soldados norte-coreanos na "libertação da região de Kursk" e descreveu-o como prova da "irmandade inquebrável" entre os dois países.

© Facebook/Vladimir Putin

“Os soldados do Exército Popular da Coreia, juntamente com os soldados russos, à custa de sangue e até de vidas, trouxeram mais perto a libertação da região de Kursk dos nazis ucranianos”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo.

O exército ucraniano conseguiu tomar centenas de quilómetros quadrados na região de Kursk, após uma ofensiva surpresa, lançada em agosto de 2024. Moscovo anunciou a recaptura do território em abril, após meses de combates.

De acordo com a agência de notícias estatal russa Tass, Lavrov falava na cidade de Wonsan, no sudeste da Coreia do Norte, durante um encontro com a homóloga norte-coreana, Choi Son-hee.

De acordo com a agência de notícias russa Interfax, Choi afirmou que as autoridades norte-coreanas “apoiarão incondicional e inabalavelmente a política russa de proteção da soberania estatal e da integridade territorial”.

Algo que faz parte da “escolha estratégica” e da vontade da Coreia do Norte em defender a “justiça internacional em oposição às maquinações hegemónicas dos imperialistas”, acrescentou a ministra.

Realçando o “nível de cooperação” com a Rússia, a chefe da diplomacia da Coreia do Norte destacou “o desejo e a aspiração” de ambos os países de “aprofundar ainda mais a sua troca estratégica de pontos de vista”.

Choi apelou ainda a “expandir e desenvolver as relações tradicionais de amizade e cooperação em todas as áreas”, para fortalecer relações que “já atingiram o nível de cooperação inquebrável”.

Sergei Lavrov permanecerá na Coreia do Norte até domingo, numa nova ronda de consultas políticas com as autoridades do país.

Na sexta-feira, Lavrov afirmou que a Rússia vai proteger a Coreia do Norte de provocações de outros países, antes de viajar de Kuala Lumpur, onde participou numa cimeira de ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), para Pyongyang.

Os laços militares entre Moscovo e Pyongyang fortaleceram-se após a assinatura de um tratado de parceria estratégica em 2024, que inclui uma cláusula de defesa mútua.

Pyongyang também enviou tropas para apoiar a invasão russa da Ucrânia.

De acordo com dados do Serviço Nacional de Informações da Coreia do Sul, cerca de 15 mil soldados norte-coreanos participaram na guerra até à data, com baixas estimativas em mais de 4.700, incluindo cerca de 600 mortes.

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