André Ventura, presidente do CHEGA, acusou esta quarta-feira Marcelo Rebelo de Sousa de estar “desaparecido em combate” por não exigir a demissão da ministra da Saúde. O candidato presidencial regressou esta semana à campanha presidencial com uma arruada em Samora Correia. À porta da escola secundária, foi recebido por dezenas de jovens, entre cumprimentos, pedidos de ‘selfies’ e autógrafos. Ainda assim, o foco não esteve na educação, face aos acontecimentos mais recentes.
O líder do segundo maior partido atribuiu responsabilidades diretas ao Governo e à tutela da Saúde pela morte de um homem que aguardou várias horas por socorro do INEM. “É inaceitável que alguém morra em Portugal à espera de atendimento”, afirmou, defendendo a necessidade de uma fiscalização efetiva da resposta do SNS e de consequências políticas claras. Para Ventura, o silêncio de Belém face à degradação do Serviço Nacional de Saúde é incompreensível e politicamente irresponsável.
Nas mesmas declarações, Ventura reafirmou a convicção de que irá passar à segunda volta das eleições presidenciais, sublinhando que o objetivo é fazê-lo com uma votação reforçada. À medida que a campanha avança, o tom endurece — e a pressão sobre Belém e o Governo aumenta.