O custo do cabaz de 63 produtos essenciais voltou a disparar e atingiu um novo máximo histórico. Só numa semana, a fatura aumentou 7,27 euros, o que corresponde a uma subida de 3,01%. Em termos anuais, o mesmo conjunto de bens está 9,01 euros mais caro do que há um ano e, se recuarmos quatro anos, o agravamento é ainda mais expressivo: mais 61,39 euros para comprar exatamente os mesmos alimentos.
Os números da DECO PROteste confirmam que a pressão incide sobretudo sobre produtos do dia a dia. Na última semana, o esparguete encareceu 23%, a dourada 20% e a massa em espirais 18%. Olhando para um período de um ano, os aumentos são ainda mais pesados: o robalo subiu 41%, o café moído 35% e os ovos 32%. Desde 2022, alguns bens praticamente duplicaram de preço, como a carne de novilho para cozer (mais 97%) e os ovos (mais 86%).
A escalada dos preços tem causas conhecidas: a guerra na Ucrânia, a crise energética, o aumento dos custos de produção e as quebras na oferta agrícola. A isenção temporária do IVA em alguns alimentos, aplicada em 2023, teve um impacto limitado e não conseguiu travar a tendência de subida. Em 2025, apesar de a inflação ter abrandado para cerca de 2,3%, o alívio não chegou às prateleiras dos supermercados.
O resultado é claro: mesmo com a inflação mais controlada, alimentar a família continua cada vez mais caro. O cabaz sobe, os rendimentos não acompanham e as contas ao fim do mês tornam-se, para muitas famílias, um exercício cada vez mais difícil.