Segundo informação enviada à agência Lusa, além daquele montante, as juntas de freguesia reportaram cerca de 80 mil euros em danos, enquanto instituições particulares de solidariedade social, coletividades e entidades religiosas assinalaram um montante de 265.410 euros.
Já os prejuízos no património cultural são de 185 mil euros.
Estes são os dados enviados à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, sendo que o trabalho de levantamento de prejuízos foi realizado pelos técnicos municipais com o apoio da Câmara de Oeiras (Lisboa).
Numa nota de imprensa enviada à Lusa na semana passada, o Município de Figueiró dos Vinhos adiantou que, “entre habitações, empresas, infraestruturas públicas e associativas, desde edifícios de serviços e operacionais, escolas, património cultural, equipamentos desportivos, edifícios e património das juntas de freguesias, património de associações e coletividades, passando pela rede viária e florestal e o património natural”, a depressão Kristin “deixou um rasto de destruição, física e moral, cuja regeneração demorará tempo e comportará um desgaste financeiro colossal”.
A autarquia presidida por Carlos Lopes destacou que, além do amplo impacto nas habitações, que “ultrapassaram os mil reportes, o setor económico é um dos mais fustigados”.
“Mais de 80 empresas locais foram drasticamente afetadas devido à destruição de armazéns, perda de maquinaria e cortes de energia prolongados”, referiu a Câmara, explicando que “mais de 50 edifícios públicos e associativos foram atingidos, comprometendo a normalidade de trabalhadores e utentes”.
Por outro lado, referiu que “a rede viária municipal e os caminhos florestais sofreram danos arrasadores”.
“A queda massiva de árvores e o deslizamento de terras em vários pontos do concelho não só isolaram momentaneamente algumas populações, como causaram danos profundos”, sustentou, para salientar que, “no setor florestal, a força do vento deitou por terra o rendimento de muitos proprietários, num impacto ambiental e económico que levará anos a recuperar”.
Segundo a autarquia, “num concelho tão pequeno e tão rural, muitas vezes esquecido pelo país”, os estragos causados pelo mau tempo “tomam proporções titânicas, comprometendo a sua economia, a sua indústria e a sua comunidade”.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no dia 15 de fevereiro.