Ventura diz que há condições para aprovação rápida da lei do retorno

O presidente do CHEGA disse hoje que há condições para aprovar nos próximos dias a nova lei do retorno proposta pelo Governo com alterações do seu partido, esperando que o Tribunal Constitucional não volte a ser "força de bloqueio".

© Folha Nacional

“O CHEGA está a trabalhar com o Governo para que tenhamos uma aprovação rápida da chamada legislação de retorno”, anunciou André Ventura em conferência de imprensa na sede do CHEGA, em Lisboa, sobre legislação para repatriamento de imigrantes.

Segundo o presidente do CHEGA, “há bons sinais dos dois lados” nesta “fase de negociação”, mostrando-se “convicto que nos próximos dias” haverá “condições de aprovar estes diplomas [no parlamento] com algumas alterações” propostas pelo seu partido.

“Acho que temos todas as condições para uma aprovação rápida e entrada em vigor rápida deste diploma. Espero, que tal como aconteceu com outros diplomas que aprovámos neste sentido, que o Tribunal Constitucional não seja uma força de bloqueio sobre esta matéria, nem tenha uma intervenção de bloqueio sobre esta matéria”, defendeu.

De acordo com Ventura, “nenhum país forte tem leis de proteção das suas fronteiras fracas”, dando conta de temas em que há “uma certa confluência de ideias” com o Governo, desde logo a “simplificação dos procedimentos de expulsão”.

“Parece-nos uma situação mais ou menos evidente que o efeito suspensivo que se verifica quando há um pedido de asilo deixe de funcionar automaticamente, pois isso é um chamariz, que os advogados usem o expediente de asilo como forma de manter os imigrantes ilegais em Portugal”, referiu.

Assim, o CHEGA está a fazer propostas com vista ao “não efeito suspensivo desses procedimentos”.

Outra mudança pretendida pelo partido de André Ventura é acabar com uma “injustiça tremenda”, alegando que quando as pessoas recorrem da primeira apreciação preliminar do pedido de asilo ficam em Portugal “com subsídios de habitação, com subsídios de permanência e de fixação”.

“O Governo apresentou a solução de ficarem, em alguns casos, nos Centros de Instalação Temporária, os CIT, durante este período. Estamos a trabalhar para acabar de vez com o efeito suspensivo destes pedidos de asilo, ainda nesta proposta do Governo, isto é, garantir que, após a rejeição de asilo e após serem detetados que estão em situação ilegal, não podem continuar a permanecer em território português”, apontou.

O CHEGA quer ainda que “quem vê negado o asilo, após fazer o pedido, não pode permanecer em território nacional”.

“O Governo prevê que agora possam ficar até 360 dias nos chamados Centros de Instalação Temporária, em vez de ficarem por aí à solta, que era o que estava a acontecer”, disse, referindo que quer que estas pessoas fiquem a “aguardar a resolução final do processo no seu país de origem, após ter sido negada a presença em Portugal”.

O Governo aprovou na quinta-feira a nova proposta da lei de retorno que visa “acelerar o afastamento de estrangeiros encontrados e identificados em situação irregular” no país, depois de ter estado em consulta pública.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA disse hoje ter garantia "política e negocial" que haverá dois nomes indicados pelo PSD e um pelo seu partido para os juízes para o Tribunal Constitucional, eleições cuja data será definitivamente proposta na quarta-feira.
O presidente do CHEGA disse hoje que há condições para aprovar nos próximos dias a nova lei do retorno proposta pelo Governo com alterações do seu partido, esperando que o Tribunal Constitucional não volte a ser "força de bloqueio".
Pagar a casa já é difícil. Pagar ao banco para sair mais cedo do crédito pode tornar-se ainda mais. É precisamente isso que o CHEGA quer mudar. O partido apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende acabar com a comissão cobrada pelos bancos quando os clientes fazem reembolsos antecipados em créditos à habitação com taxa variável.
O CHEGA quer que Portugal leve à União Europeia e às Nações Unidas uma proposta para classificar o movimento Antifa como organização terrorista. A iniciativa deu entrada no Parlamento através de um projeto de resolução e coloca o tema da segurança e da violência política no centro do debate.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou Bruxelas de ser "símbolo de censura e ditadura" e salientou o papel do seu partido no combate à imigração ilegal em Portugal.
Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?
Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.