O arguido, que se encontra em prisão preventiva, começou a ser julgado no Tribunal de Aveiro por um crime de incêndio florestal.
Perante o coletivo de juízes, começou por dizer que se deslocou a um terreno da mãe para ver se havia lenha e parou para fazer necessidades fisiológicas.
O arguido, que trabalha como servente na construção civil, contou que estava a fumar um cigarro que caiu em cima do mato, mas assegurou que não foi de propósito.
“Ainda tentei apanhar o máximo possível e calquei com o pé. Fiquei um bocado a olhar e, como não vi fumo, virei costas”, acrescentou.
O arguido disse ainda ter ficado convencido que o fogo estava apagado e regressou a casa de consciência tranquila, afirmando que nunca teve intenção de provocar este incêndio.
A acusação do Ministério Público (MP) refere que, em 03 de agosto de 2025, pelas 15:00, o arguido deslocou-se a um terreno florestal em Belazaima do Chão e através de chama direta, usando um cigarro aceso, ateou fogo ao mato rasteiro.
O incêndio florestal consumiu uma área de 1.500 metros quadrados numa mancha florestal de elevada dimensão, existindo ainda nas imediações diversas habitações e outras edificações.
Na altura da detenção, a Polícia Judiciária (PJ) referiu que a atuação do arguido terá sido alicerçada num possível quadro de alcoolismo e uma forte compulsividade para a prática do crime de incêndio florestal, tendo em conta que o suspeito tem antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime, tendo já cumprido duas penas de prisão efetiva.