Viticultores do Douro viajam até Lisboa para pedir medidas urgentes ao Governo

Uma delegação de viticultores e dirigentes associativos vai na quarta-feira a Lisboa reclamar ao primeiro-ministro “soluções urgentes” para a crise que atinge a Região Demarcada do Douro, anunciou a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

© PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

A delegação vai concentrar-se em frente à Assembleia da República e segue, depois, até à residência oficial do primeiro-ministro.

Pela região somam-se queixas e alertas de produtores que temem não conseguir escoar a uva nesta vindima ou venderem-nas a preços baixo, enquanto os comerciantes se queixam de ‘stocks’ cheios e de quebras nas vendas de vinho.

O objetivo da iniciativa em Lisboa é entregar a moção aprovada a 02 de julho, no Peso da Régua, distrito de Vila Real, dia em que decorreu uma manifestação para alertar para as dificuldades crescentes que afetam os viticultores e a Região Demarcada do Douro (RDD).

“Se a luta da CNA e dos viticultores durienses já começou a dar frutos, ao obrigar o Governo a admitir que existe um problema no Douro e a anunciar medidas, não podemos deixar de insistir que a situação desesperante dos pequenos e médios produtores do Douro exige medidas de mais amplo alcance”, afirma a CNA, em comunicado.

Na Régua, chamou-se a atenção para os produtores que vendem a preços de há 25 anos, quando todos os custos de produção aumentaram brutalmente entretanto.

Na moção então aprovada rejeita-se veementemente que o quantitativo de benefício para 2025, que será fixado na sexta-feira, tenha um valor abaixo do de 2024.

O benefício, que é a quantidade de mosto que cada produtor pode destinar à produção de vinho do Poro, foi de 90.000 pipas (550 litros cada) em 2024 e 104.000 em 2023 e, para este ano, o comércio propôs, no conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), a redução para as 68.000 pipas.

Exige-se ainda que o Estado fixe preços mínimos para as uvas e que estabeleça a proibição da compra de uvas abaixo dos custos de produção, reclama-se que a aguardente a utilizar na produção do vinho generoso seja prioritariamente regional, de modo a permitir escoar toda a produção de uvas da RDD, e que seja conferida à Casa do Douro capacidade legal e operacional para ter um papel efetivo na estabilização dos ‘stocks’, através da compra e armazenamento de excedentes.

No documento reclama-se ainda uma fiscalização efetiva na entrada de mostos e vinhos oriundos de fora da região e pedem-se medidas “imediatas e conjunturais de gestão de crise”, como a compra pelo Estado de ‘stocks’ excedentários das adegas cooperativas, refrescando os ‘stocks’ armazenados na Casa do Douro, apoios extraordinárias que compensem os viticultores perda de rendimento, a programação de uma destilação de crise direcionada prioritariamente para as produções dos sócios das adegas cooperativas e para os produtores que não tenham adquirido vinhos a terceiros.

Entretanto, o Ministério da Agricultura e Mar anunciou um plano de ação para a gestão sustentável e valorização do setor vitivinícola da RDD, com ações integradas para a redução de excedentes, ajustamento do potencial produtivo e reforço da criação de valor.

O documento de trabalho vai recolher contributos do conselho interprofissional do IVDP e dos autarcas da RDD e deve estar pronto em agosto. A vindima começa precisamente em agosto e tem como ponto alto o mês de setembro.

Uma das medidas que está em cima da mesa é a de usar “uvas para vinho a destilar” e tem como objetivos reduzir os excedentes de vinho na RDD, através do escoamento de uvas excedentárias, e assegurar diretamente um rendimento mínimo ao viticultor.

Porque não se sabe a adesão dos produtores, a quantidade de uvas que poderá ir para destilação e o montante final, a medida ainda tem que ser ajustada, mas será operacionalizada pelo IVDP, mediante contrato prévio entre viticultor, vinificador e destilador e prevê a submissão da candidatura até 15 de setembro.

Últimas do País

O líder parlamentar do CHEGA saiu em defesa dos agentes envolvidos nos incidentes do Porto, denunciando agressões e apontando o dedo a elementos da extrema-esquerda. "Crise da habitação não pode justificar o incumprimento da lei", sustentou.
Antigas funcionárias denunciam alegadas agressões, alimentação forçada e administração de gotas para dormir destinadas a adultos. Uma vizinha chamou a polícia após ouvir choros persistentes e pedidos de ajuda. Diretora nega as acusações.
Mafalda Anjos atirou-se a André Ventura durante uma intervenção na CNN Portugal, numa discussão em que estiveram em destaque propostas do CHEGA para reduzir as portagens e baixar a idade da reforma. A comentadora da CNN Portugal afirmou que "as propostas do CHEGA vão contra a democracia".
Sete pessoas ficaram feridas, uma com gravidade, na tarde de hoje, em Bragança, após desacatos entre várias pessoas, que culminaram em colisões rodoviárias, e que tiveram início no rapto de uma criança por um dos seus progenitores.
O Tribunal de Bragança decretou hoje prisão preventiva para o homem que foi detido na terça-feira pela GNR, numa fiscalização rodoviária, com mais de 2.500 doses de droga.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve na região de Lisboa um homem estrangeiro suspeito de se ter casado com uma portuguesa residente em França para obter título de residência em Portugal, anunciou hoje a força policial.
A Polícia Judiciária deteve, em Silves, um cidadão estrangeiro de 44 anos, suspeito de cinco crimes de abuso sexual contra a filha de 11 anos da companheira. Os alegados abusos terão ocorrido durante cerca de um ano, na residência onde o homem vivia com a criança e a mãe.
A Polícia Judiciária investiga um alegado esquema de fraude fiscal envolvendo empresas de prateleira utilizadas em operações imobiliárias de elevado valor. As suspeitas apontam para um prejuízo superior a 66 milhões de euros para o Estado, devido à utilização indevida de isenções do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT).
A recolha seletiva de embalagens aumentou apenas 0,9% no primeiro semestre de 2026, apesar do reforço do financiamento do setor. As entidades gestoras alertam para a dificuldade em cumprir as metas europeias, numa altura em que a recolha de plástico e aço está a diminuir.
Uma fiscalização da Guarda Nacional Republicana (GNR) na Autoestrada 2, junto ao Seixal, terminou com a apreensão de 150 jerricãs de gasolina, cinco doses de haxixe, dinheiro e telemóveis. O condutor, de 23 anos, foi constituído arguido por suspeitas de tráfico de droga.