Técnicos do INEM ameaçam aderir à greve geral

A poucos dias da greve geral marcada para 11 de dezembro, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEP) avisa que pode somar-se à paralisação caso não receba esclarecimentos urgentes da ministra da Saúde sobre o incumprimento do acordo firmado em agosto.

©INEM

Em declarações à CNN Portugal, o presidente do STEP, Rui Lázaro, afirmou que a participação na greve está “em cima da mesa”, uma vez que o Ministério da Saúde terá interrompido “sem explicação” o processo que reforçaria as competências dos técnicos de emergência pré-hospitalar.

Segundo o sindicato, o entendimento alcançado no verão previa a implementação de cinco novos protocolos clínicos, permitindo aos técnicos atuar em situações de anafilaxia, convulsão, sepsis, controlo da dor e intoxicações, áreas que, até agora, estavam reservadas sobretudo a médicos e enfermeiros.

Contudo, apesar de a formação ter sido ministrada aos profissionais, apenas três desses protocolos estão efetivamente em vigor. Os dois restantes, relativos ao tratamento da dor e às intoxicações, continuam por aplicar. Para o STEP, esta falha impede os técnicos de desempenharem funções para as quais já estão preparados, obrigando a que determinadas intervenções sejam realizadas exclusivamente por médicos e enfermeiros.

Rui Lázaro recorda que o impasse surgiu pouco depois da nomeação do novo presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, cuja visão, segundo críticas anteriores dos próprios técnicos, privilegia um modelo mais centrado na enfermagem.

O sindicato lembra ainda que, desde a greve de outubro e novembro de 2024, foram assinados dois acordos com o Governo: um, em dezembro desse ano, relativo à revisão salarial; outro, em agosto de 2025, que formalizou a nova carreira e determinou a entrada em vigor dos protocolos previstos desde 2016.

Sem resposta da tutela e perante a suspensão do processo, o STEP avisa que a “estabilidade conquistada após a última greve” desapareceu, deixando aberta a possibilidade de adesão à paralisação nacional.

Últimas do País

A influência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, até às 12h00 de hoje, nos 21,18%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
O escrutínio para eleger o Presidente da República decorre hoje e a tomada de posse do próximo chefe do Estado acontece em 09 de março, perante a Assembleia da República, como manda a Constituição de 1976.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) esclareceu hoje que os boletins de voto na segunda volta das eleições presidenciais terão os nomes de dois candidatos.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) aplicou 19 processos de contraordenação a oficinas de automóveis pela falta do livro de reclamações e por não terem taxas e impostos nos preços afixados.
O Infarmed recebeu mais cinco pedidos para a realização de ensaios clínicos em 2025, totalizando 209, e autorizou 190, segundo dados hoje divulgados, que revelam uma diminuição do tempo médio de decisão para 32 dias.
Carência de professores generaliza-se a todo o país e obriga escolas a recorrer a horas extraordinárias e soluções de recurso.
Portugal registou mais mortes em 2025, com mais 3.124 óbitos face a 2024, mas os óbitos de crianças com menos de um ano baixaram.
O Heliporto do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, registou mais de 200 aterragens desde que retomou a atividade há 10 meses, dando resposta a pedidos de todo o país, anunciou hoje a instituição.
Quinze distritos estão atualmente sob aviso amarelo devido à previsão de neve e agitação marítima por vezes forte, avançou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um homem de 34 anos foi detido pela PSP em plena estação do Cais do Sodré, em Lisboa, por violência doméstica. O suspeito ameaçava a ex-companheira com uma faca e apalpava-a quando foi intercetado pelos agentes, após o alerta de um menor de 15 anos.