OE2026: IVA baixa hoje para 6% na produção de azeite, carne de caça e obras de arte nas galerias

A produção de azeite, a carne de caça e as obras de arte vendidas em galerias passam a ser tributadas com o IVA de 6% a partir de hoje, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2026.

© D.R

A lista de bens com IVA reduzido – na qual estão elencados os bens e as prestações de serviços tributados com a taxa de 6% – passa a contar a partir de hoje com três novas tipologias de bens ou serviços.

Da mesma forma, com o novo Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) ficou assegurando que um conjunto de produtos continua a estar isento do imposto sobre o consumo.

O IVA de 6%, que já se aplica ao azeite enquanto bem, passa a cobrir “as operações de transformação de azeitona em azeite”, até agora tributadas com o IVA normal, de 23%.

O mesmo acontece com a venda de carne de caça, cujo IVA baixa de 23% para 6%, na sequência de uma proposta de alteração ao OE para 2026 (OE2026) apresentada pelo PSD e CDS-PP para equivaler a tributação da carne de caça ao que se verifica com as carnes e miudezas comestíveis, frescas ou congeladas.

Quando analisaram esta proposta de alteração, as bancadas que apoiam o Governo no Parlamento justificaram o desagravamento com o facto de a carne de caça maior abatida em Portugal ser “imediatamente transportada para Espanha, onde é transformada, embalada e comercializada, sem gerar qualquer receita fiscal” em Portugal, regressando ao mercado nacional como produto final e “deixando em Espanha todo o valor acrescentado associado à cadeia de valor, desde o processamento à comercialização”.

Também os pagamentos de objetos de arte efetuados pelos vendedores registrados de obras de arte passam a ser tributados em 6%, em vez de 23%. Com isso, ficam em situação de igualdade com as vendas de obras realizadas pelos próprios autores, herdeiros e legados, que já são tributadas com o IVA reduzido.

Além do alargamento da lista de 6%, o OE2026 prolonga até 31 de dezembro as isenções de IVA que atualmente já existem para quem compra adubos, fertilizantes e corretivos de solos, farinhas, cereais e sementes utilizados nas atividades de produção agrícola.

A garantia de que estas operações continuam a conferir “o direito à dedução do imposto que tenha incidido sobre bens ou serviços adquiridos, importados ou utilizados pelo sujeito passivo para a sua realização”.

Também é prorrogado até 31 de dezembro a autorização de IVA atualmente em vigor “na aquisição de alimentação para animais de companhia por parte das associações zoófilas legalmente fornecidas”.

Últimas de Economia

A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação anual da zona euro aumentou, em maio, pelo quarto mês consecutivo, para 3,2%, confirmou hoje o Eurostat, indicando ainda um valor de 3,3% para a União Europeia (UE).
Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.
A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% do PIB este ano, mais pessimista do que a previsão de um saldo nulo do Governo, e um saldo negativo de 0,5% em 2027 e 2028.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.