‘Diplomas fantasma’: há cursos superiores a ser “vendidos” ilegalmente

A Inspeção-Geral da Educação e Ciência abriu processos a instituições que publicitavam pós-graduações e cursos superiores sem autorização legal. Três entidades enfrentam contraordenações e o caso já chegou à Defesa do Consumidor.

© D.R.

A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) apertou o cerco a instituições que “vendiam” cursos superiores não autorizados, recorrendo a designações e publicidade capazes de induzir o público em erro. Em 2024, foram abertos seis processos por oferta formativa irregular — incluindo pós-graduações — apesar de as entidades não integrarem a rede de ensino superior em Portugal.

Segundo o relatório anual da IGEC, quatro processos foram concluídos no ano passado. Apenas um terminou arquivado após correção das irregularidades. Nas restantes cinco situações, as desconformidades mantiveram-se, levando à comunicação dos casos à Direção-Geral do Consumidor, à Direção-Geral do Ensino Superior e à Autoridade para as Condições do Trabalho. Três entidades já enfrentam processos de contraordenação.

O documento não identifica as instituições, mas o Ministério da Educação confirmou anteriormente a existência de uma entidade estrangeira envolvida, cujo processo acabou arquivado após o compromisso de cumprir a lei portuguesa. Em paralelo, a IGEC assinala um crescimento de práticas ilegais, muitas delas sustentadas em alegadas parcerias com instituições estrangeiras não reconhecidas.

Como resposta, a Inspeção recomenda a criação de um registo público de cursos protocolados, para informar os candidatos e dissuadir ofertas ilegais. O alerta é claro: o mercado da formação está a ser contaminado por “títulos” sem validade — e o Estado quer travar o negócio.

Últimas do País

Partido liderado por André Ventura defende que a gratuitidade dos manuais escolares seja alargada aos alunos do ensino privado.
O Ministério Público acusou quatro homens, entre os 30 e os 46 anos, por tráfico de droga, detenção ilegal de arma proibida, recetação e falsificação ou contrafação de documento, no concelho de Portalegre, foi hoje anunciado.
Dois militares do Exército português morreram hoje atropelados na autoestrada 1 (A1), junto à área de serviço da Mealhada, no município de Cantanhede, quando auxiliavam o condutor de um veículo pesado de mercadorias ali imobilizado, afirmou a instituição.
Ministro utiliza pessoalmente um Golf GTD que já conduzia quando liderava a Polícia Judiciária (PJ). Apesar da avaliação de ameaça, prescinde de motorista e segurança e garante que assim poupa dinheiro ao Estado.
A praia da Nazaré voltou hoje a ser interditada a banhos, como medida preventiva, na sequência de elevados valores macrobiológicos detetados nas análises à qualidade da água, informou a Câmara Municipal.
A PSP deteve, em Faro, um homem procurado pelas autoridades brasileiras por violação de uma menor e que já tinha sido condenado a uma pena de prisão superior a nove anos, anunciou a corporação.
Os tempos de espera nas urgências nos hospitais voltaram a subir na Grande Lisboa, com doentes urgentes a chegarem a esperar, em média, cerca de nove horas.
Suspeitos terão vigiado o estabelecimento antes de avançarem para o assalto. A vítima foi manietada e ficou ferida. Um cidadão travou o roubo e os dois homens acabaram em prisão preventiva.
Homem de 49 anos tinha cumprido cerca de 15 anos de prisão por crimes da mesma natureza. Segundo a PJ, terá sequestrado uma vítima em Torres Novas, sendo ainda suspeito de violação. A vítima conseguiu libertar-se e pedir ajuda. Pouco depois, o suspeito terá atacado e roubado outra pessoa.
Mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados em 2025, ano em que a taxa de paragem das Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) melhorou, mas ainda ficou acima dos 38%.