Cabaz alimentar nunca esteve tão caro. Custa agora 249,09 euros

O cabaz de bens essenciais da DECO PROteste disparou para os 249,09 euros, o valor mais alto desde que a análise começou, em 2022, pressionando ainda mais o orçamento das famílias portuguesas.

© D.R.

O custo do cabaz de 63 produtos essenciais voltou a disparar e atingiu um novo máximo histórico. Só numa semana, a fatura aumentou 7,27 euros, o que corresponde a uma subida de 3,01%. Em termos anuais, o mesmo conjunto de bens está 9,01 euros mais caro do que há um ano e, se recuarmos quatro anos, o agravamento é ainda mais expressivo: mais 61,39 euros para comprar exatamente os mesmos alimentos.

Os números da DECO PROteste confirmam que a pressão incide sobretudo sobre produtos do dia a dia. Na última semana, o esparguete encareceu 23%, a dourada 20% e a massa em espirais 18%. Olhando para um período de um ano, os aumentos são ainda mais pesados: o robalo subiu 41%, o café moído 35% e os ovos 32%. Desde 2022, alguns bens praticamente duplicaram de preço, como a carne de novilho para cozer (mais 97%) e os ovos (mais 86%).

A escalada dos preços tem causas conhecidas: a guerra na Ucrânia, a crise energética, o aumento dos custos de produção e as quebras na oferta agrícola. A isenção temporária do IVA em alguns alimentos, aplicada em 2023, teve um impacto limitado e não conseguiu travar a tendência de subida. Em 2025, apesar de a inflação ter abrandado para cerca de 2,3%, o alívio não chegou às prateleiras dos supermercados.

O resultado é claro: mesmo com a inflação mais controlada, alimentar a família continua cada vez mais caro. O cabaz sobe, os rendimentos não acompanham e as contas ao fim do mês tornam-se, para muitas famílias, um exercício cada vez mais difícil.

Últimas de Economia

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.