Presidenciais: Emigrantes dão vitória a Ventura na 1.ª volta e participação aumenta

O apuramento dos 109 consulados, concluído hoje, deu a vitória a André Ventura na votação dos círculos da emigração para as eleições presidenciais, seguido por António José Seguro, e confirmou-se ainda um aumento da participação neste ato eleitoral.

© Folha Nacional

O candidato mais votado no estrangeiro foi André Ventura, líder do Chega, com 40,93%, seguido de António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista (PS), com 23,69%, e João Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 15,88%.

Em quarto ficou Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 7,97%, à frente de Henrique Gouveia e Melo com 5,23%.

À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2,71%, Jorge Pinto (Livre) 1,27% e António Filipe (PCP) 1,04%.

O cantor Manuel João Vieira conseguiu obter 0,93%, sendo que o sindicalista André Pestana recolheu 0,31% e Humberto Correia 0,04%.

Segundo os dados do Ministério da Administração Interna (MAI), os portugueses emigrantes na Europa, América e África deram a vitória a Ventura nesta primeira volta. Já na Ásia e Oceânia, o mais votado foi Luís Marques Mendes.

Nas eleições presidenciais votaram 72.756 (4,09%) dos 1.777.019 emigrantes inscritos para este escrutínio, sendo que a taxa de abstenção (95,91%) diminui face às últimas eleições presidenciais (2021), em que votaram apenas 29.153 (1,88%) dos 1.549.380 emigrantes.

Para estas eleições presidenciais, o número de recenseados aumentou na diáspora para os 1.777.010, são mais cerca de 192 mil do que nas legislativas de 2025. E mais 227 mil face às presidenciais de 2021.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, em 18 de janeiro, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31,12% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23,52%.

Os portugueses que residem no estrangeiro poderão exercer o seu direito de voto em 07 e 08 de fevereiro, para a segunda volta destas eleições, sendo que apenas o poderão fazer presencialmente, o que representa dificuldades acrescidas, dadas as grandes distâncias que em alguns casos têm de percorrer.

De acordo com uma fonte oficial da Comissão Nacional de Eleições (CNE), vão ser distribuídos novos boletins de voto, mas alguns emigrantes poderão ter de utilizar os boletins da primeira volta se os novos não chegarem a tempo.

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