Ventura arrasa Montenegro e acusa Governo de “falhanço absoluto” na gestão das tempestades

O líder do CHEGA apontou falhas graves na resposta às tempestades e responsabilizou o Executivo por atrasos, descoordenação e decisões que deixaram populações entregues a si próprias.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA acusou o primeiro-ministro de ter “falhado redondamente” na condução da crise. Durante o debate quinzenal na Assembleia da República sobre a gestão governamental das tempestades que recentemente atingiram o país, Ventura argumentou que o Executivo revelou incapacidade para responder às necessidades mais urgentes das populações, recordando que houve cidadãos que perderam a vida enquanto tentavam reparar as próprias habitações. “As pessoas estavam a substituir o Estado”, afirmou, questionando se o chefe do Governo pode considerar que houve “boa gestão” neste período.

O líder do segundo maior partido apontou ainda atrasos na colocação dos militares em prontidão e voltou a referir falhas no sistema SIRESP. “Os militares estavam preparados, mas só entraram uma semana depois. Foi mais uma semana de incompetência”, declarou, interrogando também o Governo sobre a não ativação imediata de todos os mecanismos nacionais e europeus disponíveis.

Na mesma intervenção, Ventura criticou a manutenção da então ministra da Administração Interna em funções, sustentando que já não reunia condições políticas para continuar no cargo. “Já não é apenas a incompetência da ministra, é a sua própria responsabilidade na gestão deste problema”, atirou.

O líder da oposição questionou igualmente escolhas governativas em áreas estratégicas, sugerindo falta de preparação técnica em determinadas nomeações. No seu entender, o país assistiu a uma sucessão de decisões erradas num momento que exigia coordenação, eficácia e presença firme no terreno.

“Em todos os momentos de crise, foi um desastre”, afirmou, acrescentando que o primeiro-ministro não está em posição de dar “lições de competência”.

Últimas de Política Nacional

Referências às FP-25 e acusações sobre a Constituinte levam antigos deputados da extrema-esquerda e da esquerda a sair do hemiciclo em protesto. "Essa é a verdade! Não vale a pena sair porque a verdade continuará a ser dita da mesma forma", diz o presidente do CHEGA quando começam a abandonar a sala.
André Ventura defende a abertura de um debate e a revisão da Constituição, no ano em que se assinalam os seus 50 anos, criticando referências à extrema-esquerda e recordando vítimas de violência política.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento onde defende um reforço das medidas de proteção para os cidadãos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela, face à instabilidade política e social que continua a marcar o país.
Portugal passa a ter uma nova lei da nacionalidade, com o CHEGA a garantir a introdução da perda de nacionalidade para condenados por crimes graves.
O presidente do CHEGA propõe a criação de uma pena acessória de perda de nacionalidade para condenados e rejeita a atribuição meramente formal da cidadania, defendendo uma ligação efetiva a Portugal.
A nova empresa do ex-ministro do Ambiente do PS Duarte Cordeiro, a consultora Shiftify, concentra figuras com ligações ao Partido Socialista na sua estrutura.
O CHEGA garantiu a aprovação de um conjunto de alterações profundas ao modelo de mobilidade aérea para as Regiões Autónomas, numa decisão que o partido considera essencial para pôr fim às falhas que têm marcado o acesso às ligações entre o continente, a Madeira e os Açores.
O presidente do CHEGA revelou hoje que não foi possível chegar a acordo sobre a lei da nacionalidade e vai avançar com “propostas próprias e autónomas”, acusando o PSD de não conseguir “ser menos socialista do que os socialistas”.
O CHEGA quer que os profissionais da Força Especial de Proteção Civil passem a ser reconhecidos como profissão de desgaste rápido, defendendo que as funções que exercem justificam regras específicas no acesso à aposentação.
A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.