IPMA alerta para ondas até nove metros e rajadas até 100km/hora nos Açores

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um agravamento do estado do tempo nos grupos ocidental e central dos Açores, até segunda-feira, com a possibilidade de ocorrência de ondas de nove metros e rajadas de 100km/hora.

“Uma nova depressão, com um sistema frontal associado, irá provocar um agravamento do estado do tempo, especialmente nas ilhas do grupo ocidental [Flores e Corvo]”, adiantou o IPMA, num comunicado de imprensa divulgado na sexta-feira à noite.

Está previsto “um aumento significativo da agitação marítima”, com ondas que poderão atingir os nove metros de altura na costa das ilhas Flores e Corvo, e os seis a sete metros na costa das ilhas do grupo central.

O IPMA espera ainda rajadas de até 100 km/hora nos grupos ocidental e central Terceira, Graciosa, São Jorge, Faial e Pico.

Segundo o instituto, o período “mais crítico” será entre as 08:00 locais (09:00 em Lisboa) de domingo e as 11:00 de segunda-feira.

As ilhas do grupo ocidental estão sob aviso laranja, o segundo mais grave da escala, até às 11:00 de hoje, devido à agitação marítima, voltando a subir a este nível entre as 08:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

Nos períodos entre as 11:00 e as 17:00 de hoje, entre as 05:00 e as 08:00 de domingo e entre as 05:00 e as 11:00 de segunda-feira estarão sob aviso amarelo.

Foi emitido também um aviso amarelo para as Flores e o Corvo relativo ao vento, até às 23:00 de domingo.

Também as ilhas do grupo central estão sob aviso amarelo, entre as 8:00 e as 14:00 de domingo, devido ao vento, e entre as 14:00 de domingo e as 11:00 de segunda-feira, devido à agitação marítima.

Últimas do País

O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.
O atraso no socorro voltou a ter consequências fatais. Uma idosa morreu na tarde de quarta-feira, na Quinta do Conde, após uma longa espera por assistência médica, com a ambulância mais próxima a mais de 30 quilómetros.
O Tribunal de Santarém condenou a prisão efetiva um homem responsável por três incêndios florestais, dois deles junto a zonas habitadas. A autoria foi confessada e considerada plenamente provada, apesar da tentativa de disfarçar os crimes alertando o 112.