Desemprego e inflação levam mais famílias às cantinas sociais

O desemprego e a inflação estão a levar mais famílias a recorrerem às cantinas sociais, alertou hoje a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), referindo que o aumento dos pedidos de ajuda, contudo, “não é exponencial”.

“É contínuo, mas não é exponencial. Não tem nada a ver com a crise de 2011/2012. Aí foi exponencial. Há sítios onde é mais acentuado, mas não posso usar a palavra exponencial”, disse à Lusa o presidente da UMP.

De acordo com Manuel Lemos, o aumento dos pedidos de ajuda alimentar tem sido mais lento, mas é uma realidade.

“Temos em cantinas sociais (…), em Lisboa ou no Porto, um aumento. Em alguns casos tem expressão”, adiantou, explicando que os principais fatores que levam as pessoas a pedir ajuda são o desemprego, mas também o aumento do custo dos bens alimentares.

À Lusa, o presidente da UMP recordou que o aumento dos bens alimentares tem feito com que as famílias comprem menos quantidades do que antes.

“Nós movemo-nos no quadro das cantinas. Normalmente damos a refeição, mas, num caso ou noutro, também damos bens alimentares. É mais raro”, anotou.

A taxa de desemprego aumentou para 7,2% no primeiro trimestre, valor superior em 0,7 pontos percentuais à do trimestre anterior e em 1,3 pontos percentuais à do trimestre homólogo de 2022, divulgou na quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o INE, entre janeiro e março, a população desempregada, estimada em 380,3 mil pessoas, aumentou 11,0% (37,6 mil) em relação ao trimestre anterior e 23,3% (71,9 mil) face ao trimestre homólogo.

A população empregada foi estimada em 4.924,7 mil pessoas e aumentou 0,4% (21,8 mil) em relação ao trimestre anterior e 0,5% (23,8 mil) relativamente ao trimestre homólogo.

Últimas do País

A GNR da Guarda constituiu cinco arguidos, na quarta-feira, por crimes de burla, no âmbito de uma investigação que decorreu nos distritos do Porto e Coimbra, e apreendeu 4.210 euros em numerário, telemóveis e material informático.
Quatro homens detidos numa operação de combate ao tráfico de droga, em que foram apreendidas quatro toneladas de haxixe e duas embarcações na costa de Setúbal, vão aguardar julgamento em prisão preventiva, informou hoje a GNR.
O presidente do CHEGA pediu hoje ao primeiro-ministro que “volte para Portugal” para que esteja presente na coordenação do combate aos incêndios e possa dar “um puxão de orelhas” ao ministro da Educação por causa dos exames nacionais.
A Polícia Judiciária realizou esta sexta-feira buscas na Junta de Freguesia das Avenidas Novas, presidida pelo PSD. A investigação incide sobre procedimentos administrativos e contratos celebrados com empresas privadas durante o ano de 2025.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 10 para 12 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.
Um homem ficou desalojado na sequência de um incêndio que lavra desde quinta-feira no concelho de Cinfães e que está a ser combatido por cerca de uma centena de operacionais, revelou hoje fonte dos Bombeiros de Nespereira.
A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
Ao contrário do Reino Unido, onde o Governo publica estimativas sobre os custos do sistema de asilo e do apoio aos requerentes de asilo, o Governo não dispõe de um cálculo oficial que permita saber quanto custa, em média, cada imigrante em situação irregular ao Estado.
Líder do CHEGA acusa PSD de ceder à esquerda e defende que quem obtém a nacionalidade portuguesa e comete crimes como pedofilia, tráfico de seres humanos ou associação criminosa deve deixar de ser português.
Vinte e duas buscas, 11 detenções e uma burla de 50 milhões de euros. Foi este o resultado de uma megaoperação da Polícia Judiciária que desmantelou uma alegada rede internacional de cibercrime.