Enfermeiros assinalam Dia Internacional com greve para exigir mais direitos

© Facebook/sindicatoenfermeirosportugueses

Os enfermeiros assinalam hoje o Dia Internacional do Enfermeiro com uma greve para reivindicar melhores condições de trabalho, a contratação de mais profissionais e a justa e legal contagem de pontos para efeitos de progressão na carreira.

A greve foi decretada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), sendo que os profissionais afetos ao Sindepor entraram em greve às 00:00 de hoje e os do SEP começam a paralisação às 08:00, terminando todos a paralisação às 24:00.

Para as 11:00, está marcada uma concentração de delegados, dirigentes e ativistas do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, em frente ao Ministério da Saúde, na Avenida João Crisóstomo, em Lisboa.

A paralisação deve-se ao agravamento das condições de trabalho, com o aumento do recurso a trabalho extraordinário e consequente cansaço dos enfermeiros, sendo expectável que se intensifiquem as formas de luta, adiantou o presidente do SEP.

Segundo o presidente do SEP, José Carlos Martins, os enfermeiros querem exigir, “com esta ação de luta e com esta comemoração simultânea”, que “o Ministério da Saúde emita orientações sobre a justa e legal contagem de pontos para efeitos de progressão na carreira”.

O sindicalista pede ainda uma orientação no sentido de as enfermeiras que estiveram grávidas e que não transitaram por essa razão para a categoria de enfermeiro especialista transitarem para essa nova categoria.

O SEP também reivindica a reposição da paridade salarial entre a carreira de enfermagem e a carreira técnica superior da Administração Pública, mais contratação de enfermeiros, bem como a aposentação mais cedo.

José Carlos Martins disse esperar “uma boa adesão” à greve, na qual serão cumpridos os serviços mínimos.

A greve convocada pelo Sindepor, segundo o seu presidente, Carlos Ramalho, abrange os Açores e a Madeira, “apenas para dar oportunidade a estes colegas de se solidarizarem com os enfermeiros do continente”, uma vez que a “abertura negocial” que tem havido nos dois arquipélagos “já trouxe resultados concretos” para os enfermeiros que lá trabalham.

Entre as reivindicações que levaram o Sindepor a marcar esta greve estão a contratação imediata de enfermeiros com vínculos estáveis de forma a respeitar as dotações seguras e conferindo autonomia às instituições para o fazerem; a abertura de concursos para as várias categorias de enfermeiro e conclusão dos que estão em curso, bem como a aplicação correta do Decreto-Lei 80-B/2022 com pagamento de retroativos a 2018.

Acresce a abertura de negociações para a definição e aprovação de uma nova carreira de enfermagem que valorize a profissão, corrija desigualdades, injustiças e discriminações, compense o risco, desgaste rápido e penosidade da profissão, preveja condições específicas de acesso à reforma sem penalizações, a revisão da tabela salarial e dos tempos de progressão e a reforma do atual sistema de avaliação por forma a adaptar-se às características específicas da profissão.

O SEP anunciou que já solicitou uma reunião ao Ministério da Saúde, considerando que “pela devida urgência de soluções, se justifica realizar o mais breve possível” para evitar a continuidade de ações de luta.

Últimas do País

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu hoje que a linha ferroviária do Oeste vai atrasar “no mínimo nove meses” a ficar totalmente operacional, na sequência dos danos causados ​​pelas tempestades que assolaram o território nacional.
Cerca de 14% da população do concelho de Ourém, no distrito de Santarém, mantém-se sem energia elétrica quase 15 dias após a passagem da depressão Kristin, lamentou hoje o presidente da autarquia, Luís Albuquerque.
Portugal registou 21 casos confirmados de sarampo em 2025, adiantou esta segunda-feira o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês), alertando para a transmissão comunitária registada em vários países no último ano.
Com acessos nacionais fechados e desvios de dezenas de quilómetros, a Câmara de Benavente alerta que as autoestradas são a única via possível e pede ao Governo a suspensão temporária das portagens.
A Comissão Europeia já recebeu hoje o pedido de Lisboa para a ativação urgente do fundo da reserva agrícola e está analisar a solicitação e a situação no terreno, devido ao mau tempo e as suas consequências.
Acidentes rodoviários já provocaram este ano 60 mortos em Portugal, mais 14 do que em igual período de 2025, revelam dados provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que contabiliza mais de 16.000 desastres este ano.
O presidente da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) alertou hoje para a necessidade das pessoas estarem preparadas para acidentes graves e catástrofes, indicando que "só há pânico se houver desconhecimento".
A Câmara de Lamego, no distrito de Viseu, decidiu hoje ativar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, atendendo ao "agravamento severo das condições meteorológicas" que afetam o concelho.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste registou um aumento de consultas externas e não médicas, bem como cuidados de saúde primários e cirurgias programadas em 2025, face ao ano anterior, segundo dados divulgados hoje pela ULS.
A ANADIAL - Associação Nacional de Centros de Diálise informou hoje que a rede nacional tem estado totalmente operacional, garantindo os tratamentos aos doentes renais, apesar da gravidade dos temporais que têm assolado o país.