CHEGA desafia PSD e IL a assumirem compromisso de “salvação da Saúde” em Portugal

© Folha Nacional

O CHEGA desafiou hoje os partidos de direita, nomeadamente PSD e IL, a assumirem um compromisso de “salvação da Saúde” em Portugal, destacando como um dos objetivos a atribuição de médico de família a todos os portugueses até 2030.

Em conferência de imprensa, no Funchal, o presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou que Portugal se encontra “numa das piores fases de sempre de qualidade dos serviços de saúde e de resposta aos cidadãos”.

André Ventura lançou, assim, o desafio “a todo o espaço não socialista”, sobretudo ao PSD e à IL, o desafio de assumir um “compromisso de salvação da Saúde em Portugal”, apontando que não se trata de “salvação do SNS [Serviço Nacional de Saúde] ou do setor privado”, mas sim da área da Saúde como um todo.

O presidente do CHEGA destacou que os objetivos desta convergência à direita são que, até 2030, todos os portugueses tenham médico de família, sejam reduzidos para 1/3 os tempos de espera por consultas e cirurgias e sejam formados em medicina mais 50% de médicos.

Segundo André Ventura, este compromisso inclui, igualmente, a elaboração de uma estratégia nacional de produção e reserva de medicamentos para que a sua falta seja compensada.

Além disso, referiu que tem de haver “capacidade de recurso ao privado quando o tempo de espera” no serviço público ultrapasse os tempos legalmente previstos, argumentando que quem espera por consultas ou cirurgias apenas tem como objetivo obter resposta.

“Nem sempre temos estado bem quando fazemos oposição ao Governo em matéria de Saúde. Da parte da direita tem existido uma obsessão quase compulsiva por demonizar o que é público e valorizar o que é privado. Da parte do espaço socialista e do Governo, a demonização do que é privado ou social e apenas a salvaguarda daquilo que é publico”, considerou.

“Todos temos estado errados naquilo que deve ser a política de saúde em Portugal. O caminho certo é saber valorizar o Serviço Nacional de Saúde e saber que os privados e o setor social são fundamentais para alcançar a complementaridade que precisamos se pusermos os cidadãos em primeiro lugar”, reforçou André Ventura.

Últimas de Política Nacional

Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.
André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.
A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.
O debate quinzenal com o primeiro-ministro deverá voltar a ficar hoje marcado pelas consequências da guerra no Médio Oriente, com a oposição a pedir mais medidas ao Governo para atenuar o efeito do conflito na economia.
O escândalo sexual que abalou os Estados Unidos e expôs uma rede internacional de tráfico e abuso de menores pode voltar a ganhar destaque em Portugal. Desta vez, com um pedido político claro: saber se há portugueses envolvidos.
O partido liderado por André Ventura pediu explicações em novembro do ano passado sobre a escalada dos preços dos alimentos. O requerimento foi aprovado, mas meses depois a Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA) ainda não apareceu, num momento em que o custo do cabaz alimentar continua a subir e a pressionar as famílias.