Auditoria às contas da Santa Casa de Lisboa vai “criar transparência”

© Facebook da SCML

A provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa defendeu hoje que a auditoria às contas irá “criar transparência”, admitindo que a instituição “já teve dias melhores” financeiramente, mas negando que o trabalho social esteja posto em causa.

Em entrevista à agência Lusa, quando a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) comemora 525 anos, Ana Jorge, antiga ministra da Saúde e ex-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), admitiu que a instituição está a passar por “alguns constrangimentos”, mas negou que isso possa vir a pôr em causa o trabalho social, nomeadamente junto das populações mais carenciadas.

“A Santa Casa já teve dias melhores do ponto de vista financeiro do que tem hoje em dia e estamos com alguns constrangimentos, mas não está a ser posta em causa a nossa atividade (…) junto daqueles que são o objeto da nossa intervenção social”, apontou a provedora.

De acordo com Ana Jorge, que iniciou funções em maio, “houve algumas dúvidas encontradas” relativamente às contas de 2021 e 2022 que “é preciso esclarecer”, sublinhando que as auditorias “são todo um processo para criar transparência”.

“A auditoria vai permitir perceber como é que as coisas têm decorrido nos últimos tempos”, considerou a responsável, garantindo que “todas as atividades de índole social são para manter”.

Acrescentou que é importante esse esclarecimento tendo em conta que a instituição está a “gerir dinheiros públicos para os por em função daquilo que são as necessidades das pessoas”.

“Aquilo que nós precisamos é de ter garantia que temos capacidade financeira para aguentar, mas isso a auditoria não vai influenciar em nada, e aquilo que podemos dizer é que de facto queremos e entendemos que é preciso transparência e poder garantir que tudo isto corre de uma forma transparente e honesta”, disse Ana Jorge.

Se forem encontradas “deficiências”, a instituição terá que “ter atenção a elas para as corrigir”, assumindo como sua competência “tentar encontrar as soluções para a situação que irá ser revelada pelas auditorias”, adiantou.

“Só depois delas terminadas [auditorias] é que poderemos perceber qual é o caminho, quais são as dificuldades. A Santa Casa tem que se manter porque é uma instituição demasiado importante”, defendeu.

Relativamente à investigação que está a ser levada a cabo pelo Ministério Público sobre contratações externas, Ana Jorge disse que não é relativa ao mandato da mesa a que preside, defendendo que é preciso “aguardar com tranquilidade” o resultado da investigação antes de definir o rumo a seguir com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS).

No final do mês passado, o MTSSS pediu uma auditoria externa à Santa Casa Global, criada para gerir lotarias e jogos de apostas no mercado externo,

Em paralelo, está a ser feita uma reavaliação dos Relatórios de Gestão e Contas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa relativos aos anos de 2021 e 2022.

No início deste mês, o Ministério Público disse que está a investigar contratações externas de funcionários na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, após ter recebido uma queixa de que entravam para o índice remuneratório mais alto.

Últimas do País

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alargou para nove os distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido ao tempo frio, que foi prolongado até quarta-feira, devido à persistência de valores baixos da temperatura mínima.
As urgências dos hospitais do país tinham, às 08:15 de hoje, 507 doentes à espera de primeira observação, com tempos médios de cinco horas e 39 minutos para os urgentes e de 55 minutos para os muito urgentes.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou seis distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido a tempo frio entre a meia-noite de segunda-feira e as 09:00 de terça-feira.
Vinte e três pessoas morreram e 51 ficaram gravemente feridas na sequência de 2.382 acidentes de viação ocorridos nos últimos oito dias, segundo os balanços da GNR e da PSP relativos às operações de Ano Novo.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prolongou até à meia-noite de hoje o aviso amarelo para o distrito de Faro, a advertir para a possibilidade de precipitação por vezes forte, e acompanhada de trovoadas.
A PSP identificou cerca de três dezenas de pessoas numa operação de fiscalização no Bairro Alfredo Bensaúde, em Lisboa, onde terão sido feitos disparos com armas de fogo proibidas na noite da passagem de ano, disse hoje fonte policial.
O número de mortos em acidentes de viação registados pela PSP subiu para seis na última semana, após um despiste na sexta-feira que feriu a morte de dois ocupantes do veículo, segundo o balanço da operação Festas em Segurança.
Quatro pessoas morreram em acidentes de viação na sexta-feira, três em atropelamentos e uma em despiste, elevando para 13 o número de mortos registados pela GNR durante a Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026”, iniciada em 27 de dezembro.
Um homem de 25 anos, suspeito da prática de duplo homicídio, do qual foi vítima uma criança de nove anos, na cidade de Setúbal, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na zona norte do país, foi hoje revelado.
Os maiores tempos médios de espera para doentes urgentes variaram, às 08h30 de hoje, entre as mais de 10 horas no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, e quase três horas no Hospital São João, no Porto, segundos dados oficiais.