Escolas têm 1.262 professores a dar aulas sem serem profissionalizados

As escolas do ensino básico e secundário têm 1.262 professores a dar aulas sem serem profissionalizados, segundo dados do Ministério da Educação, que hoje iniciou um processo negocial para rever o regime jurídico de habilitação profissional dos docentes.

©D.R.

Segundo fonte do ministério da Educação, este ano as escolas estão a recorrer a mais professores com habilitação própria do que no ano passado, quando havia cerca de mil docentes a dar aulas sem serem profissionalizados: Este ano há já 1.262 professores colocados com habilitação própria.

Depois de as escolas não preencherem as vagas abertas nos concursos nacionais e as reservas de recrutamento, as direções podem contratar professores com habilitação própria.

Este ano, por exemplo, houve escolas que colocaram três professores diferentes para o mesmo horário, que foi sendo consecutivamente recusado, avançou fonte do ministério.

O recurso à contratação de pessoas com formação científica, mas sem formação didática e pedagógica tem vindo a aumentar e agora a tutela quer atrair estes profissionais para as escolas e reforçar a capacidade formativa para a sua profissionalização.

A proposta da tutela é que os professores com mestrado ou doutoramento realizem um estágio de apenas um semestre, sem prejuízo da frequência de unidades curriculares no âmbito das didáticas específicas abrangidas pelo respetivo grupo pedagógico.

A proposta do ministério é que os docentes com quatro anos de experiência possam substituir o estágio por um relatório.

Para combater a falta de professores nas escolas, o Governo tem avançado com várias medidas para tornar a carreira mais atrativa, sendo que hoje está a apresentar aos sindicatos um conjunto de medidas, como por exemplo atribuir estágios remunerados aos alunos de mestrado que estão a estudar para virem a ser professores.

No mesmo sentido, também os estágios para o grupo de recrutamento da Educação Pré-Escolar poderá ser feito, já no próximo ano letivo, em creches, segundo a proposta da tutela que assim apoiará o aumento de vagas anunciado este ano pelo ministério da Segurança Social.

Últimas do País

O movimento Missão Escola Pública (MEP) rejeitou hoje “a diminuição das exigências de qualificação” para ensinar no 1.º ciclo, reagindo a uma proposta apresentada há dois dias pelo Ministério da Educação aos sindicatos de professores.
Um homem de 62 anos atacou outro com uma faca, atingindo-o no peito e tentando desferir novos golpes. A intervenção de pessoas que estavam no local impediu a continuação da agressão. O suspeito foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva.
O casal acusado de ter roubado, sequestrado e matado um homem de 80 anos em Aljustrel começa a ser julgado na terça-feira, segundo fontes judiciais.
Uma chamada de atenção pelo barulho na rua terminou numa agressão violenta em Miragaia, no Porto. Um morador foi atacado a murro, pontapé e com uma arma branca, ficando em perigo de vida. A Polícia Judiciária deteve três jovens, com idades entre os 17 e os 18 anos.
As listas de espera para operações continuam a aumentar no Serviço Nacional de Saúde. Em julho, mais de 284 mil pessoas aguardavam uma intervenção cirúrgica e cerca de uma em cada três já tinha ultrapassado o tempo recomendado. Médicos alertam para o sofrimento dos doentes e administradores hospitalares apontam falhas na gestão e na orientação do Governo.
A greve de hoje dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica da ULS Amadora-Sintra registou uma adesão elevada, atingindo os 80% e os 100% em vários serviços, segundo o presidente do sindicato do setor.
A Escola Básica de Ribeirão, em Vila Nova de Famalicão, está encerrada hoje e sexta-feira, na sequência de uma praga de pulgas, anunciou a diretora do agrupamento.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) registou mais de 6.700 casos suspeitos de acidente vascular cerebral (AVC) este ano, uma média de 26 situações por dia, números que têm vindo a aumentar desde 2024.
Profissionais das duas forças de segurança saem à rua na capital para reivindicar melhorias salariais e contestar as condições remuneratórias.
Portugal regista, em média, uma tentativa de homicídio com arma de fogo a cada 48 horas, de acordo com dados noticiados pelo Jornal de Notícias.