CHEGA recebido em Belém na quarta-feira com TAP e fim do SEF na agenda

O CHEGA vai ser recebido pelo Presidente da República na quarta-feira com a TAP e a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras na agenda, disse hoje André Ventura, acusando o Governo de "irresponsabilidade" nos dois temas.

“O Presidente da República comunicou-me que me receberá em audiência no próximo dia 01, quarta-feira, às 18h00, e onde a par do tema da saúde, necessariamente levaremos estes dois temas para a reunião com o chefe de Estado”, disse hoje o presidente do partido, André Ventura, no Porto.

Falando na sede local do CHEGA, o também deputado diz que levará estes temas para a audiência com Marcelo Rebelo de Sousa por entender que são “neste momento, uma sombra que se abate sobre Portugal, nos seus vários domínios, de mobilidade e de segurança”.

“O país não pode esperar para enfrentar os desafios que, neste momento, se colocam”, vincou.

Na conferência de imprensa, o presidente do CHEGA acusou o Governo de “irresponsabilidade”, tanto quanto à extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e criação da nova Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), como relativamente ao dossier da privatização da TAP.

Quanto à extinção do SEF e à criação da AIMA, hoje efetivada, André Ventura disse que o partido fez questão de assinalar a data com “vários contactos pelo país inteiro”, sendo “unânime” no partido de direita que “este foi um processo levado a cabo com total irresponsabilidade”.

“Neste momento, o SEF tem mais de 300 mil pendências de regularização que deixa como histórico para a nova agência”, apontou, receando “incerteza” quanto à política de migrações do país.

Para André Ventura, “mesmo a absorção por parte da PSP, da GNR e da Polícia Judiciária destes vários elementos [do SEF] nos seus corpos policiais necessitavam de alterações às leis orgânicas da PSP e da GNR”.

“A única intenção que o Governo tinha, que era diminuir a burocracia na entrada e no processo de regularização de estrangeiros, não se compreende, nem ninguém compreende, como é que isso vai ser feito”, apontou.

O grupo parlamentar do CHEGA apresentou ainda no parlamento uma proposta de alteração para que a AIMA “seja obrigada a pedir verificações de segurança” para todos os pedidos de “residência, abrigo ou proteção”.

Quanto à TAP, André Ventura acusou o primeiro-ministro, António Costa, de “irresponsabilidade e amadorismo” nos últimos dias, queixando-se de que o CHEGA “não sabe qual o valor de venda da TAP”, que “empresas incluem o consórcio apto ou com vontade de adquirir” a companhia, ou se os 3,2 mil milhões de euros injetados pelo Estado serão recuperados, e quem suportará eventuais custos com indemnizações.

O líder do CHEGA afirmou que o seu grupo parlamentar insistiu “recorrentemente na Assembleia da República” para obter informações sobre a TAP, considerando ainda “um pouco estranho” e “inadmissível” que o Governo “continue a esconder esta informação do país”.

Desta forma, o partido requereu ao Governo “não só o plano de reestruturação completo da TAP, com toda a informação”, mas também “toda a correspondência trocada entre o Governo português e a Comissão Europeia” sobre a TAP.

Últimas de Política Nacional

José Manuel Fernandes tem dois imóveis na capital e mais de 43 mil euros anuais em rendimentos prediais, mas recebe 724 euros por mês de subsídio de alojamento. É um dos 19 governantes abrangidos por uma regra de 1980 que continua a permitir compensações mesmo a quem já tem casa em Lisboa.
As propostas apresentadas pelo CHEGA na Câmara Municipal da Amadora para reforçar a transparência e prevenir a corrupção deram um passo em frente e podem vir a traduzir-se em novos mecanismos de controlo na gestão autárquica.
André Ventura anunciou a recandidatura à liderança do CHEGA e a convocação de um congresso eletivo para maio. O líder da oposição diz que o partido entra num “novo ciclo”, reafirma a luta contra corrupção, subsidiodependência e ideologia de género e garante: “Vencer é condição para transformar”.
A Direção Nacional do CHEGA vai propor a realização da próxima convenção do partido nos dias 08, 09 e 10 de maio, para eleger eleitos novos órgãos, meses depois de André Ventura ter anunciado a recandidatura à liderança.
Famílias e empresas que vivem em concelhos atingidos por fenómenos meteorológicos extremos poderão ficar isentas de pagar Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) no próximo ano. A proposta é do CHEGA que apresentou na Assembleia da República um projeto de lei para criar um regime excecional de isenção fiscal em 2026.
Milhares de profissionais de segurança privada que trabalham diariamente em centros comerciais, hospitais, aeroportos e transportes de valores poderão vir a receber um subsídio de risco e passar a usar meios de defesa não letais em serviço. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA através de um projeto de lei que altera o regime jurídico da segurança privada e a legislação sobre armas e munições.
O Executivo contratou serviços de maquilhagem e cabeleireiro para garantir “qualidade de imagem” em conferências de imprensa. O contrato prevê a realização de 50 sessões ao longo de um ano, ao valor de 230 euros por sessão.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu hoje posse ao novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, até agora diretor nacional da Polícia Judiciária, que substitui no cargo Maria Lúcia Amaral.
Milhões de portugueses vivem fora do país, mas poucos conseguem votar. Para o CHEGA, a solução passa por digitalizar o processo eleitoral: o partido apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo a introdução do voto eletrónico nos círculos eleitorais da diáspora.
O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo quer aprovar a versão final do PTRR no início de abril e o envelope financeiro só será definido após o período de auscultação nacional.