É André Ventura, e não Luís Montenegro, o principal adversário do PS, diz sondagem

CHEGA consolida a sua franca subida nas intenções de voto, e André Ventura supera Montenegro como principal opositor ao PS caso seja Pedro Nuno Santos a vencer as internas do seu partido.

A sondagem da Aximage para o DN/JN e TSF traz algumas novidades importantes que refletem claramente o sentimento geral dos portugueses, sendo um das mais relevantes e que importa destacar, a avaliação de quem é o principal adversário de Pedro Nuno Santos, numa escolha entre André Ventura do CHEGA e Luís Montenegro do PSD.

A resposta a esta pergunta é clara: André Ventura com 44% dos inquiridos é reconhecido como tal, contra um Luís Montenegro enfraquecido e desacreditado com apenas 40% de respostas favoráveis.

Isto é bem demonstrativo, por um lado, da capacidade que André Ventura mostra ter, resultado de políticas e ideias responsáveis, tendentes à formação de um governo à direita, que mobilize os portugueses contra a esquerda e extrema-esquerda, que têm vindo a destruir o país e a qualidade de vida das pessoas, face ao erro permanente de Montenegro em ostracizar uma parte significativa do eleitorado de direita, ficando refém do PS ao recusar chegar a um acordo com o CHEGA para formar um governo reformador e capaz de mudar o rumo de Portugal e dos portugueses.

Últimas de Política Nacional

A mais recente sondagem Expresso/SIC revela um cenário de forte descontentamento com o Governo de Luís Montenegro. Três em cada quatro portugueses (75%) avaliam negativamente o desempenho do Executivo, dos quais 53% consideram a governação «má» e 22% «muito má».
André Ventura lançou um canal no WhatsApp para reforçar a mobilização dos seus apoiantes e intensificar a comunicação direta com os seus seguidores. A iniciativa, acompanhada pelo lema «Chegou a hora de combater o sistema», já ultrapassou os 16 mil seguidores.
A reforma de Mário Centeno, aos 59 anos, com uma pensão de cerca de 10 mil euros brutos mensais, leva o CHEGA a questionar as desigualdades no sistema de pensões: enquanto alguns responsáveis públicos conseguem reformar-se mais cedo e com valores elevados, a maioria dos portugueses tem de esperar até aos 66 anos e nove meses, recebendo, em muitos casos, pensões de apenas algumas centenas de euros.
O presidente do CHEGA critica o aumento dos encargos fiscais, incluindo o IMI, e acusa o Executivo de não romper com as políticas socialistas, defendendo medidas que permitam aliviar os rendimentos das famílias.
André Ventura considera que o Orçamento do Estado para 2027 não responde ao aumento dos custos da habitação, da alimentação e dos combustíveis. "Este é um Orçamento do Estado em que o Governo não consegue reconhecer o momento de dificuldade que os portugueses vivem", afirmou o líder do CHEGA.
O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues (PS), defendeu um bloco central entre PS e PSD para travar o CHEGA. Partido liderado por André Ventura poderá mesmo vencer as próximas eleições.
Isaltino Morais admite que André Ventura possa chegar a primeiro-ministro e aponta uma aproximação entre PS e PSD como forma de travar esse cenário. Em entrevista à RTP, o presidente da Câmara de Oeiras defendeu uma convergência entre os dois partidos para impedir a chegada do líder do CHEGA ao Governo.
PSD, Iniciativa Liberal e PS viabilizaram alterações à lei do Tribunal de Contas que poderão afastar a aplicação de sanções financeiras ao ministro da Administração Interna, Luís Neves. Em causa estão despesas de 14.300 euros com viagens ao Brasil, realizadas em 2023, quando dirigia a Polícia Judiciária.
O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.
Socialistas e sociais-democratas preparam alterações à legislação do Tribunal de Contas que poderão beneficiar Luís Neves. A possibilidade de uma amnistia através de uma mudança legislativa levanta questões sobre o alcance da iniciativa e as suas consequências.