Blinken pede moderação da ofensiva na Faixa de Gaza e pressão sobre Hamas

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, pediu hoje a Israel que conduza operações na Faixa de Gaza que visem apenas o Hamas e evitem a morte de civis, mas também à comunidade internacional que pressione o movimento palestiniano.

© Facebook U.S. Department of State

“É claro que o conflito deve passar para uma fase de menor intensidade. Esperamos e queremos ver uma mudança [de Israel] para operações mais direcionadas, com um número menor de forças e que estejam focadas na liderança do Hamas e na rede de túneis”, disse o chefe da diplomacia dos Estados Unidos numa conferência de imprensa de balanço de 2023.

Segundo Blinken, a administração dos Estados Unidos mantém conversações “quase todos os dias” com o Governo israelita para pressioná-lo a minimizar os danos aos civis na Faixa de Gaza.

Mas também acusou o Hamas de ser responsável pela falta de novas tréguas no conflito e criticou o silêncio por parte da comunidade internacional em relação ao grupo islamita para “acabar com o sofrimento das mulheres e crianças”.

O secretário de Estado falou ainda sobre as negociações para aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Faixa de Gaza e disse que os Estados Unidos pretendem que o texto facilite a entrada de ajuda humanitária no enclave palestiniano.

“É importante garantir que aquilo que a resolução pede realmente faz avançar este esforço e não faz nada que possa complicar a entrada da ajuda humanitária. É nisso que estamos focados”, defendeu.

A votação da resolução, promovida pelos Emirados Árabes Unidos, está adiada desde segunda-feira, enquanto prosseguem as negociações para evitar que os Estados Unidos utilizem o seu poder de veto para derrubar a proposta.

A administração do Presidente norte-americano, Joe Biden, opõe-se a um cessar-fogo na Faixa de Gaza porque acredita que permitiria o rearmamento do Hamas e já vetou duas resoluções no Conselho que apelavam ao fim das hostilidades.

Após um ataque sem precedentes do Hamas que causou cerca de 1.200 mortes e cerca de 240 sequestros em território israelita em 07 de outubro, o Exército de Telavive conduziu desde então uma poderosa ofensiva aérea, terrestre e marítima na Faixa de Gaza.

A operação militar já deixou mais de 19 mil mortos e acima de 51 mil feridos, a maioria dos quais mulheres, crianças e idosos, segundo números das autoridades locais de Gaza, controladas pelo grupo islamita palestiniano, bem como 1,9 milhões de deslocados, 85% da população total do enclave, de acordo com a ONU.

Últimas do Mundo

As forças policiais de 16 países africanos detiveram 651 pessoas e desmantelaram redes de cibercrime que extorquiram um total de 38 milhões de euros a centenas de vítimas, anunciou hoje a Interpol.
A polícia do Reino Unido deteve hoje Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, por suspeita de má conduta em cargo público, noticiaram meios de comunicação social britânicos.
A plataforma de transmissão de vídeos YouTube admitiu que está a sofrer hoje interrupções em vários países, incluindo Portugal e os Estados Unidos.
O Governo de Espanha desbloqueou hoje 7.000 milhões de euros de ajudas a pessoas, empresas e municípios afetadas pelas tempestades das últimas semanas no país.
A Comissão Europeia iniciou hoje uma investigação formal à chinesa Shein por suspeitas de design aditivo, falta de transparência nas recomendações e venda de produtos ilegais na União Europeia (UE), incluindo conteúdos associados a abuso sexual de menores.
Peritos da ONU defendem hoje que os arquivos do pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein mostram atrocidades de tal magnitude, carácter sistemático e alcance transnacional que poderiam ser consideradas legalmente como “crimes contra a humanidade”.
A rede social X, anteriormente Twitter, voltou ao normal por volta das 14h30 de hoje, após sofrer uma quebra em vários países uma hora antes, incluindo Estados Unidos, Portugal e Espanha, por causas ainda desconhecidas.
A Comissão Europeia foi alvo de buscas policiais em Bruxelas devido a suspeitas na venda de 23 imóveis ao Estado belga em 2024. A investigação está a cargo do Ministério Público Europeu, que confirmou diligências de recolha de provas.
Dados recentes da agência europeia FRONTEX indicam que, entre 2024 e 2025, mais de 100 mil pessoas entraram ilegalmente em Espanha pelas rotas do Mediterrâneo Ocidental e das Canárias. Cerca de 73% provêm de países sem conflitos armados generalizados.
As perdas seguradas por catástrofes naturais atingiram em 2025 os 127.000 milhões de dólares (cerca de 106.681 milhões de euros), ultrapassando os 100.000 milhões de dólares pagos pelo setor segurador pelo sexto ano consecutivo.