Ventura acusa Governo de criar desigualdades nas forças de segurança e nos militares

O presidente do CHEGA disse hoje não crer que as Forças Armadas venham a realizar protestos nas ruas, apesar considerar que têm sido mal tratadas pelo Governo.

© Folha Nacional

“Não creio que venhamos a ter o Exército na rua. Acho que há insatisfação nas Forças Armadas porque têm sido sucessivamente mal tratadas”, disse André Ventura reagindo assim a um alerta das associações representativas dos oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas, que admitiram protestos na rua.

Em declarações aos jornalistas antes de iniciar uma arruada nas ruas de Almada, no distrito de Setúbal, André Ventura acusou o Governo de ter criado desigualdades entre forças de segurança e Forças Armadas que “potenciam situações de conflito”.

“O Governo tem de resolver esta situação. Como não vai resolver, terão de ser os próximos a resolver. Este suplemento de missão faz sentido nas Forças Armadas e tem de ser enquadrado no mesmo espírito que foi enquadrado o suplemento de missão da Polícia Judiciária”, disse.

O presidente do CHEGA defendeu que “faz sentido pensar e avançar para um suplemento de missão transversal”.

“É assim que se resolverá uma injustiça criada pelo Governo socialista”, frisou.

As associações representativas dos oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas admitiram protestar na rua se o próximo Governo atender às reivindicações das forças de segurança, mas não der “atenção especial” aos militares.

“Alertamos fortemente, mas mesmo fortemente, para o facto de, se depois das eleições, quando forem tratados — e muito bem – os assuntos das forças e serviços de segurança, não houver uma atenção muito especial, eu diria em dobro, para as Forças Armadas (…) nós equacionamos todas as formas de luta, dentro da legalidade democrática, obviamente, inclusivamente vir para a rua”, alertou o coronel António Mota, presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA).

Estes alertas, que já tinham sido avançados hoje pelo semanário Expresso, foram transmitidos pelo coronel em declarações à Lusa.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEG anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.
Demitiu-se do cargo, na sexta-feira, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro. Foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.
O Conselho Nacional do CHEGA propôs a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado, apresentadas pelo Governo, considerando que estes diplomas "não podem contar com o voto favorável" do partido.
O presidente do CHEGA pediu aos militantes, na intervenção de abertura do Conselho Nacional do CHEGA, responsabilidade e união, propondo que o partido se junte "por Portugal nestes próximos meses”.
O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.