Sobrinha de Carlos Cesar proposta para ganhar 3 mil euros na Santa Casa (a diretora da unidade ganha menos)

© Facebook de Carlos César

Inês César, sobrinha do presidente do Partido Socialista, Carlos César, foi proposta para ser contratada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) para um cargo de direção num projeto de “intervenções assistidas por animais”, auferindo um salário bruto de 3.318,53 euros, acima da remuneração da diretora dessa unidade, cujo salário se cifra nos 2.654,82 euros, segundo revela a revista Sábado.

A proposta de contratação terá partido de Sérgio Cintra, ex-autarca do PS, atualmente administrador da SCML com passagem pela Câmara Municipal de Lisboa e pela administração da empresa municipal Gebalis. A contratação seria feita, apesar de Inês César não ter qualquer experiência conhecida no setor social ou da saúde, tendo apenas trabalhado anteriormente em empresas municipais.

Recorde-se que Inês César já tinha sido notícia em 2017, por ter sido contratada pela Gebalis com um ordenado muito acima da média, sendo um dos exemplos do familygate socialista.

No entanto, a iniciativa de contratação foi travada quando a revista SÁBADO questionou a SCML sobre o assunto. A instituição inicialmente negou ter efetuado a contratação, mas posteriormente confirmou que a proposta foi enviada ao Conselho de Administração. A atual provedora da SCML, Ana Jorge, teria intervindo para bloquear o processo, e a contratação não se concretizou.

O episódio gerou desconforto na instituição, principalmente devido ao alto salário proposto e ao contexto de discurso público sobre a redução de custos e chefias. A tentativa de criar um cargo específico para Inês César, com um programa e salário feitos à medida, foi vista com desconfiança por alguns membros da instituição. “Basicamente tentaram inventar um posto à medida, um programa à medida e um salário à medida”, resume quem teve conhecimento do processo.

Últimas do País

A corrupção é atualmente considerada a principal ameaça à democracia em Portugal, segundo os dados de uma sondagem incluída no relatório 'O 25 de Abril e a Democracia Portuguesa'.
As crianças de uma turma da Escola Básica Professora Aida Vieira, em Lisboa, ficaram impedidas de ter aulas durante uma semana, segundo relatam os pais, tendo a direção justificado a situação com a "necessidade de se reorganizar".
Uma empresa dedicada à sucata e a sua ex-gerente vão ser julgadas pelo Tribunal de Coimbra pela suspeita de dois crimes de fraude fiscal de três milhões de euros, associados a transferências para Hong Kong e Emirados Árabes Unidos.
As praias do Inatel e dos Pescadores, em Albufeira, foram hoje reabertas a banhos, pondo fim à interdição que vigorava desde terça-feira devido a uma descarga de águas residuais para o mar, disse o capitão do porto de Portimão.
A confusão começou na triagem e terminou com agressões. Uma enfermeira acabou agredida no Santa Maria e dois bombeiros terão sido atacados durante uma confusão que obrigou à intervenção da PSP.
O CHEGA votou contra a atribuição de apoio financeiro à marcha LGBT em Ponta Delgada, numa reunião da Câmara Municipal, defendendo que o dinheiro dos contribuintes deve ser utilizado para responder aos problemas reais da população e não para financiar “ideologias”.
Os autores do novo relatório sobre os ambientes de trabalho em Portugal avisam que a análise feita pode esconder uma "adaptação silenciosa" a níveis elevados de 'stress' e exaustão dos trabalhadores.
A PSP deteve nos primeiros quatro meses deste ano 1.356 condutores por falta de carta de condução, uma média de 11 por dia, na sequência de 7.027 operações de prevenção e fiscalização rodoviárias, foi agora divulgado.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou nos últimos cinco anos 4.804 mães e pais vítimas de violência por parte dos filhos, a maioria por violência doméstica, segundo dados divulgados hoje por aquela instituição.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu na quinta-feira cerca de quatro toneladas de haxixe (resina de canábis) e três embarques junto à ilha algarvia Deserta, na ria Formosa, distrito de Faro.