CHEGA reelege Pedro Pinto líder parlamentar com apenas um branco em 47 votos

O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, foi hoje reeleito, por mais dois anos, no seu cargo de presidente da bancada, recebendo apenas um branco, num total de 47 deputados que votaram.

© Folha Nacional

Pedro Pinto, que terá como seu primeiro vice-presidente Rui Paulo Sousa, adiantou que, dos 50 deputados que integram a bancada do CHEGA, três não votaram ou por razões de trabalho político ou por motivo de doença.

“Esta é uma equipa forte e dinâmica, que concilia experiência e juventude”, sustentou o líder da bancada do CHEGA, que terá ainda como vice-presidentes os deputados Rita Matias, Jorge Galveias e Marta Silva.

Perante os jornalistas, Pedro Pinto adiantou que o CHEGA terá no parlamento duas equipas, uma delas de comunicação em que a coordenação estará a cargo dos deputados Bernardo Pessanha e Patrícia Carvalho. A deputada Cristina Rodrigues e o deputado Eduardo Teixeira vão coordenar a comissão técnica do CHEGA.

Questionado sobre o facto de Bruno Nunes não estar na direção da bancada do CHEGA, Pedro Pinto alegou que esse deputado vai presidir à Comissão de Coesão Territorial e que se evitou uma lógica de duplicação de cargos.

Pedro Pinto afirmou ainda que se tratou de uma decisão do presidente do partido, André Ventura.

Últimas de Política Nacional

O parlamento chumbou hoje, com votos contra de PSD, CDS e IL, e abstenção do PS, iniciativas do CHEGA que pretendia rever o complemento de pensão de militares e polícias, face a discrepâncias na atribuição das reformas.
No frente-a-frente com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, André Ventura questionou diretamente a capacidade de execução do Governo e pediu garantias concretas sobre falhas nas comunicações, nos apoios e na resposta às crises.
Portugal deve recusar, para já, o novo acordo de comércio livre entre a União Europeia e a Índia. A posição é defendida pelo CHEGA, que apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução a recomendar que o Governo vote contra o texto atual e exija alterações profundas antes da sua aprovação.
André Ventura apontou responsabilidades ao PCP pelo apoio ao Governo do PS em 2017 e acusou a esquerda de incoerência. O líder do CHEGA garantiu que o partido continuará a defender aumentos salariais e valorização profissional.
Com apenas seis anos de existência, o partido de André Ventura tornou-se determinante em Sintra, Gaia e Cascais. Sem precisar de vencer, passou a ser a chave das maiorias.
Portugal deve pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) o afastamento da relatora especial para os Territórios Palestinianos Ocupados. Esta é a recomendação apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa sobre o tema.
André Ventura acusou o Governo de falhar às populações afetadas pelas tempestades e exigiu isenção imediata de IMI, rapidez nos apoios e um pedido público de desculpas. “Persistir no erro é que não fica bem”, atirou.
José Manuel Fernandes tem dois imóveis na capital e mais de 43 mil euros anuais em rendimentos prediais, mas recebe 724 euros por mês de subsídio de alojamento. É um dos 19 governantes abrangidos por uma regra de 1980 que continua a permitir compensações mesmo a quem já tem casa em Lisboa.
As propostas apresentadas pelo CHEGA na Câmara Municipal da Amadora para reforçar a transparência e prevenir a corrupção deram um passo em frente e podem vir a traduzir-se em novos mecanismos de controlo na gestão autárquica.
André Ventura anunciou a recandidatura à liderança do CHEGA e a convocação de um congresso eletivo para maio. O líder da oposição diz que o partido entra num “novo ciclo”, reafirma a luta contra corrupção, subsidiodependência e ideologia de género e garante: “Vencer é condição para transformar”.