Eleitores podem votar nas europeias em qualquer lado e saber se há filas

Os eleitores vão poder votar nas europeias onde quer que estejam no dia 09 de junho e até saber se há filas nas mesas onde pretendem exercer o seu direito de voto.

© D.R.

 

À Lusa, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Fernando Anastácio, explicou que os eleitores vão poder saber ‘on-line´ e “ao momento” se há filas para votar no dia 09 de junho.

É “mais um instrumento para combater a abstenção”, tentando motivar os eleitores a votar numa eleição com abstenções históricas e que este ano acontece na véspera do feriado do Dia de Portugal e período de miniférias, disse.

No dia das eleições, estará disponível “‘online’, ao momento, a afluência às diferentes mesas de voto” e permitirá “um cidadão poder verificar, na zona onde está, quais são as mesas que têm menos afluência e, portanto, evitar precisamente as aglomerações”, explicou.

Portugal registou, nas europeias de 2019, a pior taxa de abstenção (68,6%) desde que pertence à União Europeia, em contraciclo com a participação na Europa – cerca de 50%.

Para tentar inverter essa tendência – além do voto antecipado de doentes, presos e no estrangeiro, ou do voto em mobilidade, no domingo anterior (02 de junho) – este ano há uma nova modalidade, só possível por existirem “cadernos eleitorais desmaterializados”.

Qualquer eleitor recenseado em Portugal pode votar “sem ser no local onde está recenseado”, explicou.

“Pode optar sem qualquer condicionalismo de pré-inscrição, por exemplo, vive em Lisboa, está recenseado em Lisboa, mas no dia 09 está no Porto, pode optar por ir a uma mesa de voto qualquer no Porto: apresentar-se na mesa de voto, identificar-se com o seu cartão de cidadão ou com um documento que seja considerado válido para efeitos de identificação e exercer o seu direito de voto”, disse.

As eleições foram marcadas a nível europeu para o período de 06 e 09 de junho.

E esse é, segundo o porta-voz da CNE, “um período particularmente difícil para Portugal”, por coincidirem com “uma semana que habitualmente é um período de miniférias.

Últimas do País

Os pais de um menino de três anos foram detidos por suspeitas de maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos à criança, em Vendas Novas, no distrito de Évora, divulgou hoje o Ministério Público.
Um homem, de 44 anos, ficou em prisão preventiva, na ilha de São Miguel, Açores, por ser suspeito de 29 crimes, entre os quais de condução ilegal, coação sobre funcionário e ofensas à integridade física, anunciou hoje a PSP.
O novo sistema informático de colocação de médicos no internato da especialidade começou a funcionar, mas as primeiras 161 colocações ficaram marcadas por falhas. O processo teve de ser repetido, aumentando a desconfiança entre os candidatos.
Um jovem foi atingido por dois tiros durante um ataque protagonizado por quatro homens encapuzados, a poucos metros da Câmara Municipal da Amadora. Os suspeitos fugiram e a Polícia Judiciária está a investigar o caso.
O Governo investiu milhões de euros na expansão da rede de creches, mas a oferta continua a não chegar para todas as crianças. Nem os fundos do PRR nem o programa Creche Feliz conseguiram eliminar a falta de vagas.
Milhões de euros em refeições escolares continuam por pagar, deixando as autarquias com encargos acumulados. Os pagamentos em atraso dizem respeito às refeições fornecidas aos alunos nas escolas.
Um administrador de insolvências foi condenado a oito anos e seis meses de prisão por envolvimento num esquema de burlas que ultrapassou um milhão de euros. Os lucros obtidos através das operações fraudulentas eram colocados em nome da namorada.
A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.