Nenhum país da NATO sob ameaça militar imediata da Rússia

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, afirmou hoje que não existe qualquer ameaça militar imediata da Rússia a países da organização, depois de Moscovo ter acusado os aliados ocidentais de procurarem uma escalada na Ucrânia.

© Facebook oficial NATO

“Desde que não deixemos espaço para mal-entendidos ou erros de avaliação em Moscovo ou noutras capitais de países que nos possam atacar, não existe qualquer ameaça militar contra os países da NATO”, disse Stoltenberg em Estocolmo.

O chefe da NATO falava sobre a possibilidade de Moscovo testar o compromisso dos países da aliança de defender um deles em caso de ataque, durante uma conferência de imprensa com o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson.

“Não vemos qualquer ameaça militar imediata contra qualquer país da NATO. Por conseguinte, não acreditamos que o nosso artigo 5.º seja posto à prova”, insistiu o chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

No artigo em causa, “as Partes concordam em que um ataque armado contra uma ou várias delas na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque a todas”, segundo os termos do Tratado do Atlântico Norte.

No caso de um ataque, cada um dos Estados-membros prestará assistência aos que foram atacados, adotando medidas, “inclusive o emprego da força armada, para restaurar e garantir a segurança na região do Atlântico Norte”.

A Suécia e a Finlândia aderiram à NATO na sequência da guerra da Rússia contra a Ucrânia, iniciada por Moscovo em fevereiro de 2022, pondo termo à tradicional política de neutralidade dos dois países nórdicos.

As declarações de Stoltenberg surgem após o recrudescimento das tensões entre a Rússia e os países da NATO, que anunciaram um reforço do apoio militar à Ucrânia.

Moscovo criticou recentemente a Aliança Atlântica por lançar “um novo ciclo de escalada” na sequência da decisão dos Estados Unidos de autorizar Kiev a atacar alvos na Rússia para defender a cidade ucraniana de Kharkiv.

Também a França anunciou na quinta-feira à noite a entrega de caças Mirage 2000-5 a Kiev, com o Governo russo a reagir com a afirmação de que o país europeu estava pronto para participar diretamente na guerra.

Ulf Kristersson anunciou que os caças suecos vão participar na força de vigilância aérea da NATO, principalmente com os aviões Gripen no Mar Báltico.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de visita a França, voltou a pedir hoje aos aliados ocidentais que façam mais para ajudar Kiev face à agressão russa.

Desde que foi invadida pela Rússia, a Ucrânia tem contado com a ajuda financeira e militar dos aliados ocidentais, mas também tem criticado hesitações e atrasos nas entregas de armas.

Os parceiros de Kiev também decretaram sanções contra interesses russos para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

Últimas do Mundo

Os ataques aéreos russos contra a Ucrânia estão a aumentar, mostrando que a pressão internacional sobre Moscovo é "ainda insuficiente", disse hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O número de mortos do sismo de 28 de março em Myanmar aumentou para 3.471, com mais de 4.600 feridos e 214 desaparecidos, avançou hoje a junta militar no poder no país.
O processo de saída da Hungria do Tribunal Penal Internacional (TPI) pode levar pelo menos um ano e o país tem que informar o secretário-geral da ONU para que este se inicie.
A Rússia sofreu quase um milhão de baixas militares desde o início da invasão do território ucraniano, em fevereiro de 2022, incluindo pelo menos 250.000 militares mortos em combate, apontou hoje um responsável da NATO.
A Polónia vai dedicar à ciberdefesa "o maior orçamento da história" do país depois de um ciber-ataque na quarta-feira atribuído a grupos ligados à Rússia e Bielorrússia.
O secretário-geral da NATO assegurou hoje que a "parte europeia" da Aliança Atlântica está a "fazer o maior investimento em defesa desde a Segunda Guerra Mundial", considerando a despesa necessária para fazer face a ameaças duradouras.
O Governo da Hungria anunciou hoje a decisão de se retirar do Tribunal Penal Internacional (TPI), disse o ministro do Interior de Budapeste, Gergely Gulyás, pouco antes da chegada do primeiro-ministro de Israel ao país.
Quase 80 pessoas foram detidas no âmbito de uma operação internacional que desmantelou uma plataforma online de pornografia infantil e que tinha mais de 1,8 milhões de utilizadores em todo o mundo, anunciaram hoje as autoridades alemãs.
A Comissão Europeia abriu hoje as candidaturas para um novo ciclo do programa DiscoverEU, que disponibiliza quase 36 mil bilhetes de comboio a jovens de 18 anos em toda a Europa, terminando o prazo no dia 16.
A Comissão Europeia aplicou hoje multas de 458 milhões de euros a ‘gigantes’ do setor automóvel, como BMW, Toyota e Volkswagen, e à associação europeia por cartel na reciclagem de veículos em fim de vida denunciado pela Mercedes-Benz.