Assembleia da Madeira discute Orçamento Regional de 15 a 19 julho

A Conferência de Representantes dos partidos na Assembleia Legislativa da Madeira aprovou hoje por unanimidade a discussão do Programa do Governo Regional entre os dias 18 e 20, agendando a do Orçamento entre 15 e 19 de julho.

© D.R

“Todas as decisões foram aprovadas por unanimidade”, disse o presidente do parlamento madeirense, o centrista José Manuel Rodrigues, após a reunião da conferência.

Segundo o responsável, foi aprovado o regimento para a discussão e votação do Programa do XV Governo Regional nos dias 18, 19 e 20 de junho.

Quanto ao Orçamento Regional, o presidente informou que “ficou aprazada a sua discussão para de 15 a 19 de julho”.

Num contexto político regional marcado por um Governo Regional (PSD) minoritário — tem 19 dos 47 deputados e conta apenas com o apoio parlamentar dos dois eleitos do CDS-PP -, José Manuel Rodrigues considerou “não ter detetado tensão política na Conferência de Representantes”.

“Antes pelo contrário, houve um espírito de colaboração entre os diversos partidos para a constituição das comissões parlamentares e marcação dos plenários e dos regimentos a que obedecem”, salientou.

O presidente adiantou: “Aquilo que constatei é que houve unanimidade sobre as diversas decisões que foram tomadas quer sobre datas, quer sobre regimentos a propósito de discussão programa de Governo e questões relacionadas com a instalação das comissões parlamentares especializadas”

O responsável do principal órgão de Governo próprio da Madeira sublinhou que “gostaria que se normalizasse a vida pública regional” e que a região tivesse “um Governo e um orçamento aprovado”, o que, vincou, “é importantíssimo para os cidadãos, as famílias e as empresas da Madeira”.

“Como político responsável, maturidade e bom senso faço votos para que isso possa acontecer”, reforçou.

Quanto a outras deliberações tomadas nesta reunião da Conferência de Representantes, referiu a manutenção dos elencos das comissões parlamentares especializadas da Assembleia Regional “sem qualquer alteração”, complementando que a “essa ratificação será feita num plenário que será a 25 junho e logo a seguir tomarão posse os membros das diversas comissões”.

Também será votado um requerimento apresentado pelo PSD e CDS para a constituição de uma comissão de aprofundamento da autonomia e d reforma do sistema politico regional, apontou .

José Manuel Rodrigues realçou que, a 01 de julho, terá lugar a sessão solene do Dia da Região Autónoma a Madeira.

Em 03 de julho está agendado um plenário para discutir o relatório anual “Região Autónoma da Madeira na União Europeia 2023”, apresentado pelo Governo Regional.

Na sequência das eleições regionais antecipadas que se realizaram a 26 de maio, o parlamento da Madeira, constituído por 47 deputados, é composto por 19 eleitos do PSD, 11 do PS, nove do JPP, quatro do CHEGA, dois do CDS-PP, tendo a IL e o PAN um cada.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA condenou hoje o ataque contra participantes na Marcha pela Vida e pediu todos os esclarecimentos à PSP e Governo, considerando que não pode haver violência "boa ou má" conforme se é de esquerda ou de direita.
O presidente do CHEGA disse hoje ter garantia "política e negocial" que haverá dois nomes indicados pelo PSD e um pelo seu partido para os juízes para o Tribunal Constitucional, eleições cuja data será definitivamente proposta na quarta-feira.
O presidente do CHEGA disse hoje que há condições para aprovar nos próximos dias a nova lei do retorno proposta pelo Governo com alterações do seu partido, esperando que o Tribunal Constitucional não volte a ser "força de bloqueio".
Pagar a casa já é difícil. Pagar ao banco para sair mais cedo do crédito pode tornar-se ainda mais. É precisamente isso que o CHEGA quer mudar. O partido apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende acabar com a comissão cobrada pelos bancos quando os clientes fazem reembolsos antecipados em créditos à habitação com taxa variável.
O CHEGA quer que Portugal leve à União Europeia e às Nações Unidas uma proposta para classificar o movimento Antifa como organização terrorista. A iniciativa deu entrada no Parlamento através de um projeto de resolução e coloca o tema da segurança e da violência política no centro do debate.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou Bruxelas de ser "símbolo de censura e ditadura" e salientou o papel do seu partido no combate à imigração ilegal em Portugal.
Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?
Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.